O prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), comprometeu-se publicamente nesta terça-feira (27) a prestar suporte irrestrito às autoridades nas investigações sobre a morte do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha. O profissional foi brutalmente agredido e roubado por um grupo de ao menos sete homens no litoral paulista, após se afastar de uma apresentação política na madrugada do último sábado (24).
O crime ocorreu durante um evento da Banda Esquerdantina em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com relatos de testemunhas, Marcelo distanciou-se da concentração para ir ao banheiro e acabou abordado pelos suspeitos, que gravaram a ação criminosa. Ao notarem a demora do engenheiro, amigos iniciaram buscas pela região e o encontraram desacordado no cruzamento da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.
Socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Marcelo deu entrada inicialmente na Santa Casa de Santos. Diante da gravidade do estado de saúde, a vítima foi transferida para o Hospital São Paulo, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde teve a morte cerebral confirmada na segunda-feira (26).
Em publicação veiculada em suas redes sociais, o chefe do Executivo municipal classificou o episódio como uma tragédia irreparável que entristece a cidade e destrói uma trajetória de forma violenta. “A violência não pode ser banalizada. A vida precisa ser respeitada, e a Justiça precisa prevalecer. Faremos justiça, Marcelo!”, declarou Rogério Santos, ao manifestar solidariedade aos familiares e amigos da vítima.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o boletim de ocorrência, originalmente tipificado como lesão corporal, teve a natureza alterada para latrocínio, visto que o celular e outros pertences de Marcelo foram levados pelos agressores. A equipe do 4º Distrito Policial de Santos conduz as diligências e analisa imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais, além de colher depoimentos de testemunhas para individualizar a conduta dos executores. O órgão não informou se investiga a hipótese de crime de ódio.
Por meio de nota, a Banda Esquerdantina exigiu a rápida apuração dos fatos e o punimento rigoroso dos responsáveis. O grupo prestou condolências à família e externou veemente repúdio à homofobia, alertando para os riscos da naturalização e promoção do ódio como instrumento de intimidação política.

