Jovem de 18 anos é esfaqueada pelo namorado após comemoração política no Rio Grande do Norte

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Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos, permanece internada em estado estável em uma unidade de saúde de Mossoró, no Rio Grande do Norte, após ser atingida por pelo menos quatro golpes de faca na região do pescoço e da traqueia. O crime ocorreu no município de Umarizal e teve como autor o namorado da vítima, Eduardo Ronald Ferreira, também de 18 anos, que acabou preso pelas autoridades policiais. De acordo com a defesa da jovem, a agressão motivou-se pela revolta do acusado diante de uma comemoração política da companheira em apoio ao presidente Lula (PT), aliada ao inconformismo dele com a derrota de seu candidato, Flávio Bolsonaro (PL).

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O ataque contra a jovem aconteceu na residência do próprio namorado. Socorristas conduziram Clara a um hospital da região, onde ela precisou passar por um procedimento cirúrgico devido à gravidade das lesões. No relatório policial citado pela advogada Helena Belmont, consta que Eduardo confessou verbalmente aos agentes que desferiu os golpes contra a vítima. Na cena do crime, as forças de segurança encontraram a jovem caída ao chão em um ambiente coberto de sangue, com a faca utilizada na agressão abandonada perto do corpo.

Após o flagrante, Eduardo submeteu-se a uma audiência de custódia na qual a Justiça determinou a conversão da sua prisão em preventiva. Com a decisão judicial, o acusado continuará detido enquanto as investigações do caso prosseguem. Já no âmbito de recuperação da vítima, a advogada informou que Clara apresentou melhora no seu quadro clínico e deixou a intubação na última quinta-feira (28), passando a respirar espontaneamente, sem a necessidade de aparelhos.

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Apesar dos avanços na recuperação e do registro de que a jovem já conseguiu dar alguns passos, Clara segue sob cuidados intensivos na UTI em Mossoró. Acompanhando de perto a evolução médica da vítima e os procedimentos legais contínuos contra o suspeito, a advogada Helena Belmont cobrou posicionamento e respostas das instituições responsáveis, enfatizando que atos de violência contra as mulheres não podem ser ocultados nem naturalizados pela sociedade.

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