Lula prevê convidar Donald Trump e Javier Milei para posse presidencial em 2027

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O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva planeja convidar os governantes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, para sua solenidade de posse, agendada para o dia 5 de janeiro de 2027. A medida atende a uma diretriz do Palácio do Planalto de estender os convites institucionais aos chefes de Estado de todas as nações que mantêm laços diplomáticos formais com o Brasil.

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A inclusão dos dois líderes na lista oficial ocorrerá a despeito de nem Washington nem Buenos Aires terem reconhecido formalmente o resultado das urnas que confirmou a vitória do candidato petista. O cenário diplomático com ambas as nações tornou-se mais sensível após o senador Flávio Bolsonaro (PL) viajar para Miami depois da derrota no pleito presidencial, em uma operação que teria contado com a assistência de auxiliares do republicano norte-americano.

Além do suporte prestado ao parlamentar brasileiro em sua saída do país, Trump colocou sob suspeita a integridade do processo eleitoral do Brasil em reiteradas ocasiões, sem apresentar provas que sustentassem as alegações. Por sua vez, Milei proferiu ataques diretos a Lula no decorrer da campanha eleitoral.

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Apesar do ambiente adverso, o Executivo brasileiro decidiu não adotar nenhuma reação diplomática imediata, buscando conter o agravamento da crise. No ambiente interno do Planalto, assessores avaliam que Trump acabou isolado ao contestar o pleito, visto que o resultado das urnas foi validado por lideranças internacionais, partidos políticos, representantes do Legislativo e integrantes do Judiciário. O próprio PL, legenda de Flávio Bolsonaro, aceitou o desfecho da eleição.

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A postura de manter a praxe diplomática irrestrita contrasta com edições anteriores do evento. Na posse de Lula em 2023, Brasília recebeu 21 chefes de Estado e de governo da América do Sul e da Europa, superando a solenidade de Jair Bolsonaro em 2019, que reuniu 10 autoridades estrangeiras. Na ocasião, o então presidente Bolsonaro cancelou os convites feitos a Nicolás Maduro, da Venezuela, e Miguel Díaz-Canel, de Cuba, enquanto Trump, embora convidado, optou por enviar o secretário de Estado Mike Pompeo como seu representante.

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