Milhares de israelenses retornam ao país apenas para votar nas eleições de 27 de outubro

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Créditos/Reprodução Internet

Na terça‑feira, 27 de outubro, milhares de cidadãos israelenses que vivem no exterior desembarcaram no país para exercer o direito ao voto, em uma eleição que pode definir o próximo primeiro‑ministro. O retorno foi motivado pela exigência de que o sufrágio seja presencial e realizado dentro das fronteiras israelenses, obrigando os expatriados a arcar com despesas de viagem e a enfrentar a escassez de assentos em voos regulares.

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Estima‑se que cerca de 630 mil israelenses residam fora das fronteiras nacionais, representando aproximadamente 6 % da população total. Dentre esse contingente, pelo menos 65 mil eleitores aceitaram o sacrifício de tempo e dinheiro para participar do pleito, que se apresenta como decisivo em um cenário de polarização extrema entre os principais candidatos.

As pesquisas de opinião apontam para um empate técnico entre o atual primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu, líder do Likud, e o opositor Gadi Eisenkot, do partido Yashar. Com 120 cadeiras em disputa no Parlamento, a eleição pode consolidar ou encerrar a longa trajetória de Netanyahu, que acumula seis mandatos ao longo de sua carreira política.

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A iniciativa que viabilizou o retorno dos eleitores foi coordenada pela Aid Coalition, organização apartidária e sem fins lucrativos que lançou o programa Fly&Vote. Diante da falta de disponibilidade de assentos em voos regulares, a entidade abriu rotas adicionais, que se esgotaram rapidamente, demonstrando a alta demanda por parte da diáspora.

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O Likud, por sua vez, registrou protestos ao alegar interferência da Aid Coalition no processo eleitoral. O partido tentou, sem sucesso, impedir a operação da organização, argumentando que a logística de transporte poderia influenciar o resultado das urnas.

Estas eleições são as primeiras realizadas após o massacre de 7 de outubro de 2023 e as subsequentes guerras em Gaza e contra o Irã, eventos que aprofundaram o isolamento internacional de Israel. O contexto histórico confere ainda mais peso ao pleito, que se configura como um referendo sobre a condução do país nas últimas crises.

Para os eleitores da diáspora, a votação representa mais que um dever cívico; é uma oportunidade de influenciar diretamente o futuro da nação. Mesmo diante de tarifas elevadas e instabilidades nas rotas aéreas, milhares de israelenses priorizaram a viagem, reforçando a importância que atribuem ao resultado da disputa.

O programa Fly&Vote, criado pela Aid Coalition, superou as expectativas iniciais, demonstrando que a mobilização da comunidade expatriada pode ser decisiva em momentos críticos. Enquanto as urnas se preparam para receber os votos, a presença desses eleitores reforça a ideia de que a democracia israelense ainda depende da participação ativa de seus cidadãos, onde quer que estejam.

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