Fabio Wajngarten acusa mulher de chantagem em meio a polêmica sobre “Mariana” que pode atingir Flávio Bolsonaro

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Créditos/Reprodução Internet

Fabio Wajngarten, ex‑chefe da Secom e ex‑ministro da pasta de comunicação de Jair Bolsonaro, voltou a aparecer nas redes sociais com graves acusações contra uma mulher que, segundo ele, tenta ganhar protagonismo na disputa presidencial. As declarações surgiram enquanto o deputado federal André Janones (Avante‑MG) alimentava especulações sobre a identidade de “Mariana”, nome que ele prometeu revelar e que poderia gerar consequências para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Luiz Inácio Lula (PT) no segundo turno.

Em postagens feitas em 22 de outubro de 2026, Wajngarten descreveu a mulher como “GOLPISTA profissional que chantageia homens, pede dinheiro em troca de silêncio. Extorsão clara. Pede mesada, pede apartamentos”. O ex‑ministro ainda alegou que a pessoa estaria buscando jornalistas e teria apresentado denúncias falsas contra policiais de São Paulo, acrescentando que “Quer ser protagonista da eleição. Será desmascarada. To marcando de perto”. Nenhuma prova foi apresentada nas publicações reproduzidas.

Em outro tweet, o ex‑ministro ampliou as acusações ao afirmar que “A tal da menina faz programa, gerencia programas, explora homens e mulheres. PROFISSIONALMENTE”. Continuou dizendo que a mulher “Depois vai na imprensa e se vitimiza. Depois vai nos grandes escritórios de advocacia e tenta o acordo diante da chantagem. Vai dar errado”. As mensagens foram divulgadas pelo perfil @fabiowoficial e não foram acompanhadas de documentos ou evidências que corroborassem as alegações.

As manifestações de Wajngarten ocorreram logo após Janones provocar uma onda de curiosidade nas redes ao perguntar “quem é Mariana?”. O parlamentar explicou que manteve a informação em sigilo por razões eleitorais, ressaltando que a divulgação prematura poderia comprometer a disputa. “Eu tive que ter muito sangue frio pra segurar essa informação até aqui, até porque poderíamos ter perdido a eleição no primeiro turno e nem ter o segundo!”, declarou Janones, referindo‑se ao cenário de campanha que se encerra no domingo, 25 de outubro.

O nome “Mariana” também foi associado nas redes a Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, ex‑chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e citada em investigações anteriores sobre um suposto esquema de rachadinhas no gabinete do então deputado estadual. Contudo, Janones afirmou nesta quinta‑feira (22) que a Mariana mencionada por ele não é a mulher identificada nas reportagens anteriores. Da mesma forma, não há confirmação de que Wajngarten esteja se referindo à mesma pessoa citada pelo deputado.

A controvérsia permanece sem esclarecimentos adicionais, enquanto a corrida presidencial avança para os últimos dias antes da votação. Os eleitores acompanham tanto as acusações de Wajngarten quanto a expectativa gerada por Janones, que promete revelar detalhes que, segundo ele, podem influenciar decisivamente o resultado da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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