Aline Borges interpreta mãe de Zeca Pagodinho em cinebiografia e relembra bastidores do encontro com o sambista

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Créditos/Reprodução Internet

A atriz Aline Borges, de 51 anos, interpretará no cinema a mãe de Zeca Pagodinho, de 67 anos, no longa-metragem Deixa a Vida Me Levar, dirigido por Silvio Guindane e com estreia prevista para o próximo ano. A produção resgata a história de Dona Neia, matriarca do sambista que faleceu em 2023, aos 92 anos. A artista celebrou a oportunidade e relembrou como o projeto surgiu em sua trajetória: “Estou tão feliz! No ano passado, no Carnaval, eu me envolvi com samba de uma forma como eu nunca tinha me envolvido. Ele me atravessou de uma forma muito intensa. E, de repente, tudo que envolve samba foi se aproximando de mim. Dentre outras coisas que aconteceram, surgiu o convite para fazer a mãe de Zeca Pagodinho no cinema”.

Apesar do entusiasmo com o papel, Aline ressaltou a dimensão do desafio de dar vida a uma figura real de papel decisivo no sucesso do músico. “É uma personagem de uma responsabilidade gigante, porque é alguém que existiu e que está por trás de toda a trajetória dele. Foi ela quem sedimentou o caminho para que ele chegasse onde chegou”, explicou a atriz. Ela pontuou ainda as diferenças de personalidade entre mãe e filho, descrevendo a matriarca como uma pessoa mais tímida, reservada e com o pé firme no chão.

Para a artista, o alicerce familiar construído por Dona Neia permitiu que o cantor pudesse apostar em sua carreira artística. “Por isso que eu digo, que ela sedimentou o caminho para ele caminhar e poder apostar nos seus sonhos. É muito importante quando a gente tem pais e irmãos que acreditam no nosso sonho e apostam junto com a gente. Os pais do Zeca foram muito importantes na trajetória dele nesse sentido”, avaliou a atriz ao analisar a dinâmica da família.

Durante o processo de preparação e gravações, Aline esteve com o próprio sambista em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ), onde o artista mantém o sítio conhecido como Quintal do Zeca desde 1991. Ela gravou duas vezes no local e descreveu a sensação de estar ao lado do músico. “O Zeca é uma lenda viva! Eu fico sempre muito nervosa e emocionada ao encontrar com ele”, declarou, observando que o cantor valoriza a simplicidade e prefere não ser tratado como um ídolo inalcançável.

O momento de maior emoção para a atriz aconteceu no camarim de um show do sambista, após o término das filmagens. “O lugar estava cheio e o Zeca sentadinho na poltrona dele, bem quieto na dele, observando tudo, mas recebendo todo mundo com muito afeto e bom humor. Muita gente fala: ‘Ah, Zeca é rabugento’. Ele não gosta de gente realmente tietando. Dentro do camarim só tinha família e amigos. Como fiz a mãe dele, eu acabei me sentindo naquele momento da família também”, relatou Aline.

Para evitar constrangimentos perante o artista, a atriz admitiu ter controlado sua inquietação durante a recepção. “Eu fingi de costume perto dele para não sufocar, mas, por dentro, eu estava morta de vontade de chorar de emoção, porque isso é uma coisa que marcou a minha trajetória e minha vida para sempre. Um dia, ainda vou tomar uma cervejinha com ele, feliz da vida”, concluiu a intérprete.

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