Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência pelo PL, afirmou que a mulher brasileira é “patrimônio turístico do nosso país” durante debate na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 16 de maio de 2006. A declaração ocorreu no contexto de discussão sobre a aplicação de multas a estabelecimentos que comercializassem cartões‑postais que sexualizassem mulheres, medida proposta para coibir a divulgação do Rio como destino de turismo sexual.
O vídeo da intervenção voltou a circular nas redes sociais, reacendendo a controvérsia. Na ocasião, Flávio, então deputado estadual, foi o único parlamentar a votar contra a imposição das sanções previstas na proposta, que acabou aprovada por 37 votos a um.
A proposta, apresentada pela deputada Alice Tamborindeguy no ano seguinte, previa multas para gráficas, bancas de jornal, lojas de souvenires, quiosques e outros comerciantes que descumprissem a proibição instaurada em 2005. Essa regra abrangia montagens que exibiam mulheres em trajes sumários ao lado de cartões turísticos do Rio, ainda que as figuras femininas não fizessem parte da fotografia original.
A iniciativa buscava conter a exploração sexual da cidade e proteger meninas da vulnerabilidade decorrente do turismo sexual. A jornalista Carol Pires recuperou os registros parlamentares do episódio, reforçando a veracidade dos fatos. Em 19 de outubro de 2026, o usuário GugaNoblat retomou o assunto no Twitter, comentando: “Flavio Bolsonaro defendendo a exploração sexual das brasileiras. \”A mulher brasileira é um patrimônio turístico do nosso país\”” (https://t.co/fySvSwaKVc).



