A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), revelou que a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%. O levantamento, conduzido entre os dias 10 e 13 de julho, marca a primeira vez desde dezembro de 2024 que a aprovação supera numericamente a rejeição, embora os resultados configurem um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais em âmbito nacional.
Essa mudança na percepção pública é atribuída principalmente à economia, com a população registrando uma menor piora na situação econômica do país. A rodada anterior da pesquisa indicava uma desaprovação de 48% contra 47% de aprovação. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, enfatizou que este é o primeiro saldo positivo de aprovação para Lula desde o final do ano passado, refletindo uma alteração significativa no cenário político-econômico.
Na avaliação geral do trabalho do presidente, 36% dos entrevistados classificam o governo como positivo, o mesmo percentual dos que o consideram negativo. Outros 26% avaliam a gestão como regular, e 2% não souberam ou não responderam. Em comparação com abril, quando a avaliação negativa era de 42% e a positiva de 31%, houve uma melhora na percepção. A pesquisa também analisou o impacto de programas econômicos, destacando o Desenrola 2.0 como uma medida com maior potencial de reduzir a desaprovação governamental do que a proposta de ampliar a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
O conhecimento sobre o Desenrola 2.0 é amplo, atingindo 66% dos entrevistados. Dentre os questionados sobre os efeitos do programa na renda familiar, 35% afirmaram ter percebido um aumento significativo após o seu lançamento. Além das medidas econômicas, a Quaest também investigou a proposta de fim da escala de trabalho 6×1. O levantamento mostrou que 75% dos eleitores têm conhecimento sobre a medida, com 69% se declarando favoráveis. Entre os que apoiam a mudança, 53% afirmaram que passariam mais tempo com a família caso a proposta fosse implementada.
A percepção sobre a economia permanece como uma variável decisiva para a popularidade da gestão e para o cenário político nos próximos meses, especialmente em um ano eleitoral em que o governo elevou gastos, com estimativas de diferentes economistas apontando uma expansão próxima de R$ 200 bilhões. A pesquisa, que ouviu 2.004 eleitores, foi encomendada pela Genial Investimentos e possui um nível de confiança de 95%, com registro no TSE sob o número BR-07181/2026. Os resultados indicam um momento de estabilização na avaliação do governo, influenciado diretamente pelas expectativas e realidades econômicas.



