Ao menos 75 ônibus do transporte público municipal de Salvador ficaram retidos em garagens ao longo deste domingo (25), dia em que ocorreu o segundo turno das eleições. A interrupção comprometeu a oferta de viagens na capital baiana, gerando uma onda de reclamações de passageiros que tentavam se deslocar em pontos de rua, estações de transbordo e plataformas de redes sociais.
A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) associou os atrasos e a paralisação parcial a intercorrências provocadas pela colocação de adesivos nos veículos. O órgão público ressaltou que não há informações consolidadas sobre os responsáveis por essa adesivação, assim como não foi divulgado o total de usuários afetados pelo desabastecimento da frota.
Diante dos transtornos causados aos eleitores, o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, determinou que nenhum coletivo permaneça retido nos pátios por causa dessa questão. A pasta municipal solicitou expressamente a preservação do patrimônio público ao longo de todo o período eleitoral e orientou suas equipes a priorizarem a circulação completa dos veículos com o objetivo de assegurar o transporte dos cidadãos até os locais de votação.
Entre os locais afetados, esteve a garagem G5, situada no bairro do Caminho de Areia, onde diversos veículos ficaram impedidos de deixar o pátio. Além desta unidade, a Semob mantinha a apuração sobre quais outras garagens registraram o mesmo problema, ressaltando que não foram detalhados os números específicos de ônibus retidos em cada uma das instalações operacionais.
Para contornar o impasse e restabelecer a operação, representantes da secretaria e de sindicatos da categoria realizaram reuniões de alinhamento. A Semob declarou que, após os diálogos com as lideranças trabalhistas, o serviço do sistema de transporte começou a ser normalizado, reiterando a diretriz de manter a frota em operação contínua durante todo o pleito para facilitar o acesso da população às zonas eleitorais.

