O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu a alteração dos locais de votação de 394 seções em todo o país para o segundo turno da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A medida afeta aproximadamente 123 mil eleitores, que precisarão comparecer a endereços diferentes daqueles utilizados na primeira etapa do pleito. A atualização do balanço contabilizou 106 estabelecimentos atingidos, entre escolas, universidades e outros prédios públicos.
O novo mapeamento do tribunal representa um avanço no número de seções modificadas em relação ao levantamento anterior, que registrava transferências em 362 zonas. Apesar do ajuste, o contingente de 394 seções corresponde a apenas 0,08% do total de zonas eleitorais existentes em todo o território nacional.
A Justiça Eleitoral classificou as transferências como medidas de caráter excepcional, motivadas por problemas de infraestrutura, questões de segurança pública e adversidades decorrentes de condições climáticas. O Nordeste lidera o número de remanejamentos por região, somando 127 seções alteradas, seguido pelo Norte, com 103, e pelo Sudeste, que contabiliza 97 modificações. As regiões Sul e Centro-Oeste registram 41 e 26 alterações, respectivamente.
Entre as unidades da Federação, o estado de Minas Gerais concentra a maior quantidade de readequações, com 49 seções afetadas. Na sequência aparecem o Ceará, com 30 mudanças, e São Paulo, com 27, além do Pará, que também figura na lista dos estados com volume expressivo de transferências.
As decisões de mudança têm origem no trabalho das zonas eleitorais, que avaliam rigorosamente a infraestrutura dos imóveis destinados ao pleito e apontam eventuais impedimentos. As diretrizes são repassadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais ao TSE, órgão responsável por compilar e consolidar os dados em âmbito nacional.
A alteração do endereço da seção não acarreta a redução da quantidade de urnas eletrônicas disponíveis nem impede o exercício do direito do voto do cidadão afetado. Para votar normalmente, o eleitor necessita unicamente se dirigir ao novo endereço indicado pelo tribunal.
Na última terça-feira, o presidente da corte eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que o total de remanejamentos registrados no atual pleito é 94% menor do que o balanço apurado nas eleições gerais de 2022.

