O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) declarou nesta sexta-feira (23) que defende a saída de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), do Brasil caso ele seja derrotado no segundo turno da eleição presidencial. Durante participação no programa “Louder with Crowder”, transmitido nos Estados Unidos e apresentado pelo comentarista americano Steven Crowder, o ex-parlamentar também citou o uso de “fuzileiros navais” ao ser questionado se a família teria algum plano para prestar auxílio diante de um eventual resultado desfavorável nas urnas.
Ao responder de forma irônica se haveria algum planejamento para ajudar o pai no cenário de uma derrota de Flávio, Eduardo afirmou que a alternativa seria “mandar os fuzileiros navais”, rindo em seguida. Na sequência, o ex-deputado enfatizou sua posição ao declarar que, se o irmão não vencer o pleito, é totalmente a favor de que ele deixe o país. Para justificar esse posicionamento, ele mencionou uma declaração que atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um debate eleitoral, no qual o petista teria dito que Flávio perderia a eleição, ficaria sem mandato de senador e sem imunidade no ano seguinte, tornando-se alvo de investigações.
A disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula caminha para a segunda etapa do pleito após um resultado acirrado na primeira fase. Na votação inicial, o senador do PL registrou 47,03% dos votos válidos, enquanto o candidato do PT alcançou a marca de 45,16%. O próprio Eduardo Bolsonaro perdeu o seu mandato de deputado federal no ano passado em decorrência do excesso de faltas registradas às sessões da Câmara dos Deputados.
Na mesma entrevista ao veículo norte-americano, Eduardo Bolsonaro voltou a contestar publicamente a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. O ex-deputado criticou expressamente a ausência de cédulas impresso de papel e a falta de uma contagem pública dos votos. Segundo declarou na transmissão, o problema reside na necessidade de confiar inteiramente na máquina, acrescentando que o país utiliza um modelo totalmente centralizado em que a população precisa aguardar vinte burocratas em Brasília definirem o vencedor do pleito.
Em contraposição às alegações sobre as urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reitera que nunca houve comprovação de fraude no sistema de votação do país. A Corte Eleitoral ressalta que o processo possui etapas rigorosas de fiscalização e auditoria, que contam com a participação de partidos políticos, do Ministério Público (MP), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de outras instituições habilitadas. Durante a conversa, Steven Crowder reagiu à declaração sobre os fuzileiros em tom sério ao citar uma possível reação da esquerda e mencionar um ataque de helicóptero para remover telhados de uma prisão. Vale registrar que o YouTube chegou a suspender o canal do comentarista americano por uma semana em 2021, após a divulgação de alegações falsas sobre a eleição presidencial dos Estados Unidos de 2020.

