O sargento James Mota foi afastado da Secretaria Municipal de Segurança de Barra do Corda, no Maranhão, na quinta‑feira (22), depois que áudios enviados a um grupo de policiais militares foram divulgados. Nos trechos gravados, o militar incita a prisão de eleitores do Partido dos Trabalhadores, afirmando: “Quem é PT é inimigo da polícia, é inimigo da sociedade.
Bora pra cima, bora prender”. Em outra mensagem, ele defende que policiais detenham petistas para intimidar eleitores: “Vamos botar esses petistas no lugar deles.
Vamos botar para prender. O primeiro que nós prender na cidade ou no povoado, sai a história, eles vão ficar com medo”.
Acrescenta ainda: “Tem a forma de prender legalmente. Vamos prender quem tiver que prender esses vagabundos”.
O governador Carlos Brandão (MDB) determinou o afastamento de Mota da função municipal e ordenou a abertura de investigação sobre as declarações, ressaltando que o militar estava cedido à prefeitura de Barra do Corda. Em post no Instagram, Brandão condenou a intimidação de eleitores, escrevendo: “Qualquer tentativa de intimidar eleitores ou interferir na liberdade do voto é inaceitável e atenta contra a democracia e as liberdades individuais”.
O governador ainda afirmou que a posição vale “para todos, de QUALQUER LADO” e cobrou responsabilidade das forças de segurança e da Justiça Eleitoral na fiscalização dos locais de votação. O vice‑governador Felipe Camarão (PT) informou que a federação formada por PT, PCdoB e PV apresentou notícia‑crime contra James Mota ao Ministério Público Eleitoral, exigindo a apuração das mensagens atribuídas ao então secretário.
A Prefeitura de Barra do Corda, por meio do prefeito Rigo Teles, comunicou que o afastamento permanecerá até o fim do pleito eleitoral e, em nota, declarou que “o voto é livre, secreto e deve ser respeitado”, garantindo que os eleitores podem sair de casa com tranquilidade para votar. Até o momento, James Mota não foi localizado para se manifestar.

