Paris Jackson aciona a Justiça e acusa administradores do espólio de Michael Jackson de reter US$ 600 milhões

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Crédito: Reprodução Instagram @parisjackson

A cantora e modelo Paris Jackson, segunda filha do astro Michael Jackson, ingressou na Justiça com uma ação contra os responsáveis pela administração do espólio de seu pai. Ela acusa os gestores de dificultarem o acesso a uma quantia estimada em US$ 600 milhões — equivalente a aproximadamente R$ 3,3 bilhões —, recursos que, conforme sua interpretação do testamento do artista, deveriam ser repassados ao fundo familiar.

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No processo apresentado na última semana, a herdeira solicita que o Poder Judiciário determine a transferência imediata do montante para a estrutura fiduciária. Paris sustenta que a quantia já se encontra disponível para distribuição, contudo permanece retida pelos administradores sem o devido repasse aos beneficiários estipulados.

Michael Jackson morreu em 2009 e deixou um testamento que estabelece a criação de um fundo destinado aos seus três filhos: Paris, Prince e Bigi. De acordo com as disposições citadas pela cantora, os herdeiros teriam o direito de receber os rendimentos advindos do patrimônio ao atingirem 21 anos, enquanto a entrega do valor principal ficaria reservada para quando completassem 30 anos.

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Aos 28 anos de idade, Paris aponta diretamente a conduta de John Branca, um dos executores à frente do espólio. A filha do cantor alega que o gestor utiliza sua posição institucional para barrar questionamentos acerca do controle financeiro. A herdeira afirma ainda que, na sequência de desentendimentos ocorridos com a administração, os valores que recebia habitualmente foram reduzidos de forma drástica.

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Em contrapartida, um representante do espólio declarou que existem entraves jurídicos que impedem a transferência integral dos recursos tanto para os fundos individuais dos filhos quanto para as instituições beneficiadas no testamento. O principal obstáculo apontado é uma disputa fiscal com a Receita Federal dos Estados Unidos (IRS), envolvendo uma cobrança de cerca de US$ 700 milhões (R$ 3,8 bilhões) em impostos e multas.

Os gestores negam categoricamente qualquer interrupção ou redução nos repasses destinados aos herdeiros. Segundo os representantes, mais de US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) já foram efetivamente distribuídos em benefício de Paris e de seus irmãos. A defesa frisou também que, de acordo com as regras estabelecidas, nenhum dos filhos possui permissão para acessar o valor principal da herança antes de completar 30 anos.

O advogado do espólio, Jonathan Steinsapir, classificou todas as acusações formuladas por Paris como falsas e fez críticas à postura da modelo. O defensor argumentou que a herdeira e seus representantes estão instrumentalizando a ação judicial com o objetivo de levar o litígio para a imprensa. John Branca não respondeu aos contatos até a publicação da reportagem.

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