Padre indiciado por suposta trama golpista afirma que bispos não podem impor voto em comunista

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Padre José Eduardo de Oliveira e Silva

Na sexta‑feira (23), o padre José Eduardo de Oliveira e Silva, indiciado pela Polícia Federal na investigação sobre a suposta trama golpista que pretendia manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula (PT), declarou que nenhum sacerdote ou bispo tem o direito de obrigar católicos a votar em candidatos comunistas. A mensagem foi divulgada em sua conta no Instagram, logo depois de manifestações de bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acerca do segundo turno das eleições.

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Segundo a Folha de S.Paulo, o padre escreveu: “Nenhum padre ou bispo tem o direito de obrigar você a votar em comunista!”. Ele não apontou nomes de candidatos nem citou exemplos de religiosos que teriam imposto tal orientação aos fiéis.

A Polícia Federal havia indiciado José Eduardo em novembro de 2024, apontando suspeita de participação no núcleo jurídico da articulação golpista. O sacerdote negou envolvimento em qualquer atividade criminosa e sustentou que seus contatos com autoridades limitavam‑se ao aconselhamento espiritual. Em março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes arquivou a investigação, após a Procuradoria‑Geral da República não apresentar denúncia.

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A publicação ocorreu após a CNBB divulgar nota em defesa do Estado Democrático de Direito e da Constituição, bem como a circulação de uma carta atribuída a um grupo de bispos que recomendava aos eleitores não escolher Flávio Bolsonaro (PL). José Eduardo não fez referência direta a esses documentos, mas citou trechos de textos católicos sobre liberdade de consciência, incluindo passagem do Catecismo que afirma que “o homem não deve ser forçado a agir contra a própria consciência”. Também reproduziu declaração de 1937 do papa Pio XI, segundo a qual “o comunismo é intrinsecamente perverso”.

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Conhecido no meio conservador católico, o padre ganhou projeção por posicionamentos contrários ao aborto e a pautas progressistas, reforçando sua atuação como voz crítica em temas políticos e religiosos.

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