Pablo Marçal e grupo enfrentam percalços no Ironman 70.3 de Encarnación e permanecem sob processo por expor vidas

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Créditos/Reprodução Internet

Pablo Marçal, ex‑coach, empresário e influenciador, precisou de um jet‑ski para sair das águas agitadas do Rio Paraná durante a etapa de natação do Ironman 70.3, realizada no domingo (11) em Encarnación, Paraguai. Mais de trinta dos seus seguidores mais próximos se arriscaram na prova, que ocorreu após dias de chuva e trouxe forte correnteza.

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A organização do evento reduziu o percurso de natação para 1,5 km, aumentou a presença de seguranças e acrescentou caiaques extras, alegando risco de afogamento constatado no reconhecimento da prova, realizado no sábado (10). Dos 386 inscritos, 64 atletas não concluíram a etapa dentro do tempo máximo de 1 hora e 10 minutos e foram eliminados.

Segundo o Metrópoles, ao menos 18 dos eliminados eram brasileiros ligados ao grupo de Marçal. O influenciador negou ter organizado a participação dos integrantes, afirmando que dezenas de brasileiros chegaram ao Ironman por iniciativa própria, treinaram individualmente e competiram de acordo com suas condições físicas, sem que ele soubesse de desordens ou violações das regras.

As controvérsias envolvendo Marçal remontam a 2022, quando ele conduziu 32 pessoas inexperientes em uma expedição de montanhismo ao Pico dos Marins, em Piquete (SP). A operação de resgate, realizada pelo Corpo de Bombeiros, durou nove horas e quase terminou em tragédia. Por esse episódio, ele responde a processo criminal sob o artigo 132 do Código Penal, que tipifica a exposição da vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente. O processo tramita em Santana de Parnaíba, interior de São Paulo, onde o ex‑coach reside.

A organização do Ironman classificou o grupo como irresponsável, comunicou o caso ao Ironman global e denunciou quatro atletas por atitude antidesportiva. A prova de Encarnación, na modalidade 70.3, inclui 1,9 km de natação em águas abertas, 90 km de ciclismo e uma meia‑maratona de 21,1 km. A entidade ressaltou que não tem acesso ao histórico dos inscritos, o que impede a avaliação prévia da preparação dos participantes. A força da correnteza foi tamanha que, na segunda-feira (12), a Argentina fechou o acesso às Cataratas do Iguaçu.

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