A duquesa de Sussex, Meghan Markle, declarou-se completamente devastada diante das investigações abertas contra seu pai, Thomas Markle Sr., de 82 anos, acusado de posse de material de abuso sexual infantil. Conforme revelado por fontes próximas nesta sexta-feira (23), a esposa do príncipe Harry demonstrou consternação com a gravidade das denúncias, expressando simultaneamente um sentimento de alívio pelo fato de as suspeitas finalmente virem a público.
Uma amiga não identificada ouvida pela imprensa ressaltou a apreensão de Meghan com os desdobramentos do caso e com a integridade das potenciais vítimas. De acordo com a interlocutora, os pensamentos da duquesa estão direcionados a todas as crianças eventualmente prejudicadas, ressaltando que o bem-estar e a proteção do público infantil devem se sobrepor a qualquer outra questão.
O avanço das apurações trouxe também uma sensação de alívio e a retirada de um peso substancial para a duquesa, conforme explicou a mesma fonte. Segundo a amiga de Meghan, após passar anos lidando com apreensões perturbadoras, o fato de o assunto passar a ser devidamente averiguado pelas autoridades traz uma sensação genuína de alívio.
A ciência sobre irregularidades envolvendo o patriarca já existia há algum tempo, conforme apurado em publicação do veículo Page Six, indicando que Meghan sabia da existência de um problema desde 2018, momento em que recebeu um relatório com acusações preocupantes referentes ao pai. A fonte ouvida pelo jornal The Sun esclareceu que a integrante da família real seguiu orientações estritas da equipe jurídica ao optar pelo silêncio na época.
“Ela seguiu orientações jurídicas sobre o que poderia dizer publicamente e teve que conviver com a frustração de não poder falar abertamente, confiando que as autoridades competentes fariam seu trabalho”, afirmou a interlocutora, acrescentando ser uma pena a demora para que tais apreensões recebessem a devida atenção.
Em comunicado divulgado no The Sun nesta sexta-feira (23), a própria duquesa enfatizou estar profundamente abalada com as notícias surgidas nas últimas 24 horas. Na nota, ela reafirmou que o conhecimento destas graves denúncias — obtido no período posterior ao seu casamento com o príncipe Harry, em 19 de maio de 2018 — constituiu o verdadeiro motivo para manter distância de seu pai.
Meghan também recordou que, quando tomou conhecimento da carta contendo as acusações contra Thomas Markle Sr., recebeu garantias de que os fatos estavam sendo investigados. “Espero que agora seja possível entender que […] qualquer distanciamento do meu pai e minha decisão de não permitir que ele tivesse contato com nossos filhos tiveram um único motivo: protegê-los”, pontuou a duquesa no comunicado.
O rompimento público entre pai e filha ocorreu dias antes da cerimônia de casamento na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, em maio de 2018. Naquela oportunidade, Thomas causou forte repercussão ao posar para fotos encenadas com paparazzi no México, vindo a desistir de conduzir a filha ao altar sob a alegação de problemas cardíacos. Diante da ausência, o então príncipe Charles, atualmente rei Charles III, acompanhou Meghan na caminhada até a igreja.
O ressurgimento das denúncias ocorre após o jornal The Sun noticiar que Thomas Markle Jr., meio-irmão de Meghan, comunicou as autoridades ao encontrar imagens ilícitas na residência do pai localizada nas Filipinas. De acordo com informações de bastidores, a duquesa pretende colaborar integralmente com as investigações com o intuito de buscar justiça pelas vítimas, havendo a expectativa de que novas evidências surjam ao longo dos próximos dias.
Procurado para comentar o caso, Thomas Markle Sr. negou veementemente todas as acusações na mesma sexta-feira (23). Em declarações concedidas ao veículo Daily Mail, ele rotulou o conjunto de alegações como “mentiras doentias” e “um monte de mentiras”. O caso permanece estritamente sob investigação das autoridades competentes, sem qualquer confirmação de condenação do idoso até o momento.

