Li Martins relembra morte de JP Mantovani e desabafa sobre sentimento de culpa e luto

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Em entrevista ao podcast “Vozes da Vida”, comandado por Vera Viel nesta quinta-feira (5), a cantora Li Martins relembrou os detalhes do acidente fatal de seu marido, o modelo JP Mantovani. A ex-integrante do grupo Rouge compartilhou que enfrentou meses de um doloroso sentimento de culpa após a tragédia e descreveu a forma como recebeu a notícia do falecimento do companheiro, com quem viveu por cerca de dez anos e havia se casado recentemente.

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Na data do ocorrido, o casal estava morando na residência da mãe de Mantovani enquanto aguardava a conclusão das obras do imóvel que haviam adquirido. Lissa recordou que os dois passaram a tarde juntos antes de o modelo ir a um evento de motocicletas e, em seguida, a um bar com amigos para assistir à final do reality show “Game dos 100”, atração da qual ele participava. A cantora optou por não acompanhá-lo e preferiu ficar na casa da sogra por se sentir deslocada em ambientes majoritariamente masculinos.

Durante a noite, Antonella, filha do casal, foi dormir na casa de uma amiga. Li acabou pegando no sono após retornar para a residência, explicando que costuma ativar o modo “não perturbe” em seu telefone a partir das 20h30 ou 21h para focar no descanso da família. Como as chamadas vindas da casa da amiga da filha não completavam o toque em seu aparelho, a criança telefonou para o pai para pedir que fosse buscá-la.

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Ao receber o pedido da filha, JP informou aos amigos que retornaria imediatamente para casa para buscá-la, ressaltando que a menina nunca tomava esse tipo de atitude. A decisão do marido causou um forte impacto emocional na cantora ao longo dos meses seguintes. “Isso foi muito difícil nos primeiros meses porque eu me culpava muito. Eu achava que se eu tivesse atendido o telefone, talvez ele não tivesse vindo. Não sei se ele estava com pressa. A gente se culpa muito, tenta encontrar um responsável”, desabafou a artista.

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Com o passar do tempo, no entanto, a cantora relatou ter encontrado certo conforto na fé para assimilar o acontecido. “Mas o tempo vai trazendo também as respostas. A gente vai entendendo. Não cai uma folha se não for da vontade de Deus. E era pra ser assim, por alguma razão. Talvez um dia eu entenda ou não”, refletiu durante a conversa.

A notícia do acidente não chegou por meio de ligação telefônica, mas sim de forma presencial. Policiais foram até a porta da casa da mãe do modelo para solicitar documentos de identificação de Mantovani ou de sua motocicleta, com o intuito de confirmar a identidade da vítima antes de emitir a comunicação oficial. Lissa explicou ter entrado em estado de choque e, sem condições emocionais de ir à delegacia ou ao local do acidente para o reconhecimento, acionou o irmão, o cunhado e amigos próximos para lidar com os trâmites burocráticos.

Para comunicar o falecimento à filha, Li buscou o auxílio do terapeuta que a acompanhava. O profissional alertou que não haveria como evitar a dor, uma vez que o trauma já havia ocorrido. A cantora buscou Antonella na casa da amiga e a levou diretamente ao consultório, momento em que percebeu que a criança já pressentia a tragédia ao vê-la com os olhos marejados.

Na adaptação à nova rotina, a cantora revelou que tem se apegado à memória do temperamento alegre do marido para superar os momentos difíceis. Ela explicou que precisou assumir a postura otimista que antes partia naturalmente de Mantovani para conduzir a criação de Antonella, destacando que a própria filha tem sido uma fonte diária de inspiração por lidar com o luto de maneira madura.

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