Hortolândia confirma primeiro caso de leishmaniose visceral em cachorro e inicia testes em 103 animais

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Créditos/Reprodução Internet

A Prefeitura de Hortolândia, no interior de São Paulo, divulgou nesta quarta‑feira (4) a identificação do primeiro caso de leishmaniose visceral em um cachorro na cidade. O animal permanece sob os cuidados de seu tutor enquanto a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) aguarda o resultado de um exame de contraprova para confirmar a infecção.

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Com o diagnóstico confirmado, a administração municipal deu início a uma campanha de triagem que contempla 103 cães residentes no bairro Jardim Santa Clara do Lago II. A coleta de sangue teve início na terça‑feira (3) e está prevista para se estender até quinta‑feira (5), com as amostras sendo encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em Campinas, para análise laboratorial.

Agentes da UVZ também percorreram as casas do bairro para cadastrar os animais e orientar os moradores sobre a doença, que é transmitida pela picada do mosquito‑palha infectado. Segundo o Sistema Único de Saúde (DataSUS), Hortolândia registra apenas um caso humano de leishmaniose visceral, ocorrido em 2016.

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A leishmaniose visceral é uma enfermidade infecciosa grave causada por parasitas do gênero Leishmania, capaz de atingir órgãos como fígado e baço e, sem tratamento, levar à morte. Nos cães, os sintomas mais frequentes incluem falta de apetite, perda de peso, fraqueza, feridas na pele – sobretudo no focinho e nas orelhas –, queda de pelos, unhas excessivamente longas, aumento do volume abdominal, além de problemas oculares, vômitos e diarreia. Nos seres humanos, a doença manifesta‑se por febre prolongada, fraqueza, emagrecimento, anemia e aumento do fígado e do baço.

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O tratamento da leishmaniose visceral é oferecido gratuitamente pelo SUS, tanto para humanos quanto para animais. O Ministério da Saúde recomenda, como medida preventiva, o combate ao mosquito‑palha, que se desenvolve em ambientes úmidos e ricos em matéria orgânica. Entre as ações sugeridas estão a limpeza regular de quintais e terrenos, a remoção de folhas, frutos caídos, fezes de animais e outros resíduos orgânicos, a higienização dos locais onde os cães permanecem e a evicção do acúmulo de lixo em decomposição.

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