A federação formada pelos partidos PT, PCdoB e PV solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão da votação do segundo turno presidencial até as 19h nas cidades baianas de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, alegando que a drástica redução da circulação de ônibus impediu eleitores de chegar às seções eleitorais.
O pedido foi encaminhado pelos advogados da federação ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, com base na constatação de que os três municípios haviam anunciado transporte gratuito e frota equivalente à de dias úteis, mas não cumpriram o compromisso no dia da votação. Em Salvador, a federação apontou que a frota de ônibus caiu mais de 50%, apresentando fotografias e vídeos que mostram dezenas de coletivos parados em garagens durante o horário eleitoral.
Às 11h54, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE‑BA), Mauricio Kertzman Szporer, determinou o restabelecimento imediato da frota na capital e fixou multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. A federação sustenta que, mesmo após a ordem, os ônibus permaneceram recolhidos.
Um vídeo registrado às 12h23, segundo os advogados, exibiu dezenas de veículos em um pátio na Avenida Suburbana, em Salvador, evidenciando que a determinação do TRE‑BA não havia sido atendida. Nos municípios de Feira de Santana e Lauro de Freitas, a representação relata coletivos fora de circulação, pontos e terminais lotados e longos períodos de espera, sem que até o momento exista decisão judicial específica sobre a operação do transporte nessas cidades.
“Na manhã de hoje, em pleno horário de votação, o transporte coletivo foi suprimido ou drasticamente reduzido em Salvador, em Feira de Santana e em Lauro de Freitas. O padrão se repetiu nos três municípios: ônibus fora de circulação, pontos e terminais lotados, esperas prolongadas e eleitores impossibilitados de chegar às seções”, afirmou a federação.
Como alternativa à simples extensão até as 19h, a federação pediu ao TSE que amplie a votação por um período equivalente ao tempo de descumprimento da ordem expedida para Salvador. Além disso, solicitou investigação sobre possível abuso de poder político na redução do transporte, pedido que ainda aguardava análise de Kassio Nunes Marques.

