Em comício no Texas, Donald Trump volta a insinuar fraude nas eleições do Brasil sem apresentar provas

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Créditos/Reprodução Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a levantar suspeitas sem apresentar provas sobre a lisura da eleição presidencial no Brasil nesta terça-feira (27), durante um discurso em um comício no estado do Texas. A declaração do norte-americano ocorre após a oficialização do resultado do segundo turno pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, confirmada na noite do último domingo (25).

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Em sua fala aos apoiadores, o republicano associou o pleito brasileiro à política interna dos Estados Unidos e acusou o processo de ter tido irregularidades, embora tenha sustentado não ter tomado partido. A manifestação se soma a uma declaração dada por Trump na segunda-feira (26), quando o mandatário declarou que o pleito brasileiro pareceu uma eleição fraudada, alegando ter achado o cenário muito ruim, sem exibir qualquer evidência de apuração irregular.

No segundo turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL), aliado de Trump, obtendo 51,79% dos votos válidos contra 48,21% do adversário. Ao ser questionado por jornalistas se pretendia adotar alguma conduta perante o resultado, o norte-americano ponderou que não governa o Brasil e declarou gostar de Lula, acrescentando que possui um bom relacionamento com o petista, mas que considerou muito estranha a prorrogação do horário concedida pela Justiça Eleitoral.

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A ampliação do horário de votação até as 19h em seções com filas foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, atendendo a pedidos formulados por ambas as candidaturas. Enquanto a campanha de Lula argumentou gargalos no transporte público em pelo menos nove estados, a equipe de Flávio relatou alagamentos e dificuldades de acesso causados por fortes chuvas. O ministro do STF esclareceu que o prazo estendido aplicou-se apenas às seções onde a votação ainda estava em andamento, registrando o voto de cerca de 35 mil eleitores após as 17h — número expressivamente menor que a diferença de 4,4 milhões de votos obtida por Lula.

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O ex-chanceler e assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, criticou os comentários do governante norte-americano e afirmou que o republicano está mal informado e fez declarações contraditórias. O diplomata ressaltou que as únicas intervenções registradas no processo partiram da empresa Meta, a quem acusou de restringir e obstruir manifestações da campanha petista. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro declarou em seu primeiro pronunciamento após a apuração que recorrerá à Justiça para pedir a anulação do pleito, contestando a extensão de horário concedida por Zanin.

A postura crítica de Trump contrasta com o posicionamento de outros líderes de direita no continente que mantêm alinhamento com o americano. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e a liderança peruana Keiko Fujimori reconheceram publicamente a vitória de Lula e cumprimentaram o presidente eleito. Entre os aliados regionais, apenas o líder argentino, Javier Milei, não havia se pronunciado formalmente sobre o resultado das urnas brasileiras até a última atualização da reportagem.

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