Eleições presidenciais na Colômbia definem futuro do país em segundo turno

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Créditos: Imagem/Divulgação

As urnas do segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia foram fechadas neste domingo, 21 de junho de 2026, às 18h no horário de Brasília, conforme informações da agência AFP. O pleito crucial irá determinar os rumos políticos do país latino-americano para os próximos quatro anos, confrontando a continuidade de um governo de esquerda com uma guinada à direita. A disputa polarizada coloca frente a frente Iván Cepeda, candidato apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, e Abelardo de la Espriella, um ‘outsider’ ultradireitista que recebeu o apoio declarado de Donald Trump.

Esta eleição se configura como um verdadeiro cabo de guerra político, envolvendo diretamente o atual presidente colombiano, Gustavo Petro, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O resultado é aguardado com expectativa, pois pode consolidar a ascensão de governos de direita na América Latina. Antes do segundo turno, Abelardo de la Espriella liderava as pesquisas de intenção de voto, e sua vitória o alinharia a outros líderes direitistas eleitos na região recentemente, como Jorge Kast no Chile e Rodrigo Paz na Bolívia. Tanto o presidente Petro quanto o candidato Iván Cepeda afirmaram que respeitarão o resultado das urnas, com a equipe de Cepeda prometendo uma supervisão rigorosa da apuração.

O candidato de esquerda, Iván Cepeda, é um filósofo de 63 anos e senador veterano, conhecido por sua defesa dos direitos humanos. Ele propõe a continuidade do projeto político de Gustavo Petro, enfatizando os avanços sociais alcançados pela atual administração, um fator que o posicionou inicialmente como favorito nas primeiras pesquisas. Contudo, Cepeda também enfrenta o desafio de lidar com o desgaste da gestão Petro no combate ao crime organizado. Sua plataforma inclui a manutenção das negociações de paz com grupos armados, uma política reforçada recentemente com a entrega de armas por cerca de cem guerrilheiros após tratativas com o governo.

Do outro lado, Abelardo de la Espriella, um advogado e empresário de 47 anos sem experiência política prévia, se apresenta como um ‘salvador anti-establishment’. Cidadão naturalizado dos EUA e republicano registrado, Espriella conquistou o primeiro turno com uma plataforma ultradireitista, prometendo medidas linha-dura contra o crime organizado, corte de programas governamentais e impostos, e revitalização da exploração de petróleo. Admirador das políticas de Donald Trump e Nayib Bukele de El Salvador, ele propõe uma ofensiva militar e a construção de dez megaprisões. ‘No meu governo não haverá processos de paz. Criminosos que não se submeterem serão eliminados, conforme permitido por lei’, declarou Espriella.

A questão da segurança pública emergiu como o principal fator de preocupação entre os colombianos, superando a economia, fragilizada pela pandemia e déficit fiscal. Segundo o analista político Eduardo Pizarro, a percepção de insegurança, impulsionada por extorsão e pequenos delitos em cidades e pela expansão de grupos armados em áreas rurais, foi crucial para a vitória de De la Espriella no primeiro turno. A surpreendente vitória de Espriella na primeira rodada, após Cepeda liderar as pesquisas, gerou uma inicial contestação por Petro, embora posteriormente reconhecida por Iván Cepeda. Este cenário aumentou as tensões e os temores de uma possível contestação dos resultados e de protestos violentos nas ruas, levando o Tribunal Eleitoral da Colômbia a pedir respeito ao veredito das urnas, especialmente após o assassinato do candidato de direita Miguel Uribe no ano anterior. Caso De la Espriella seja eleito, a Colômbia representaria o maior triunfo da onda de direita na América Latina, reconfigurando as alianças geopolíticas e isolando governos de esquerda na região.

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