Crise no PL: Valdemar Costa Neto pede que Michelle Bolsonaro “ponha a cabeça no lugar” em meio a tensões partidárias

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Créditos: Imagem/Divulgação

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, expressou publicamente que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro precisa “pôr a cabeça no lugar” e “se acalmar”. A declaração ocorre em meio a uma crise interna que envolve Michelle Bolsonaro, a direção do partido e a família Bolsonaro, levantando preocupações sobre a coesão e a estratégia eleitoral da legenda.

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A tensão se intensificou após Michelle Bolsonaro ter, em suas redes sociais, criticado o senador Flávio Bolsonaro em um vídeo de 27 minutos, alegando ter sido atacada, maltratada, humilhada e excluída da presidência do PL Mulher. Esta situação, destacada pela deputada federal Erika Hilton em junho de 2026, é um dos pontos centrais do atrito que o partido agora busca resolver internamente.

Segundo relato do jornalista Claudio Dantas, divulgado na quinta-feira, 2 de junho, a crise ganhou um novo capítulo com a suposta desistência de Michelle Bolsonaro em disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal em 2026. A decisão teria sido motivada por uma pressão direta do ex-presidente Jair Bolsonaro, após uma discussão acalorada do casal. O episódio, que ocorreu depois da veiculação do vídeo em que Michelle criticava Flávio Bolsonaro, teria sido inclusive ouvido por vizinhos e policiais responsáveis pelo monitoramento da residência da família.

Durante a discussão, Jair Bolsonaro teria questionado a esposa: “Você quer que eu fique mais 27 anos preso?”. A ex-primeira-dama teria comunicado sua desistência a Valdemar Costa Neto, que, no entanto, não aceitou a decisão de imediato, solicitando que ela aguardasse o prazo final de registro de candidatura antes de confirmar a retirada da disputa. É importante notar que, antes da suposta desistência, uma reunião interna havia tratado apenas da saída de Michelle do comando do PL Mulher, e a retirada da candidatura ao Senado não fazia parte do acordo inicial com a direção partidária. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e a senadora Damares Alves (Republicanos) também teriam procurado Michelle para tentar convencê-la a manter a candidatura.

A preocupação de Valdemar Costa Neto com a unidade do partido é evidente, visto que ele vinculou o desempenho eleitoral do bolsonarismo à situação jurídica de Jair Bolsonaro. “Nós não podemos arriscar perder essa eleição, porque, se nós perdermos a eleição, o Bolsonaro fica mais 10 anos preso. Então, nós não podemos perder, nós temos que ganhar e temos que unir o nosso pessoal”, afirmou o presidente do PL. Ele ressaltou a importância de evitar uma disputa interna aberta, destacando a necessidade de paciencia para gerenciar o impasse envolvendo Michelle Bolsonaro e a liderança do PL Mulher. A busca pela coesão interna, portanto, é vista como crucial para as ambições eleitorais e a estabilidade política do grupo.

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