O ex-goleiro alemão Oliver Kahn propôs, em manifestação recente nas redes sociais, que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) considere anular um cartão amarelo histórico e até mesmo rejogar a final da Copa do Mundo de 2002 contra a seleção brasileira. A sugestão do ícone do futebol surgiu em meio a uma recente controvérsia envolvendo o atacante americano Balogun, que teria atuado em uma partida eliminatória do mundial após uma expulsão na fase anterior da competição.
O episódio que motivou a declaração de Kahn refere-se ao atacante Balogun, da seleção dos Estados Unidos, que havia recebido um cartão vermelho na partida contra a Bósnia. A decisão foi tomada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, após revisão pelo VAR, por um pisão em um adversário. A polêmica se intensificou quando informações indicaram que Balogun entrou em campo pelas oitavas de final contra a Bélgica, apesar da suspensão automática que deveria cumprir.
A situação de Balogun gerou uma intensa mobilização, com dirigentes da federação dos EUA e o então presidente americano Donald Trump exercendo pressão sobre a FIFA para que a suspensão fosse revertida. Em suas redes sociais, Oliver Kahn ironizou a situação com sua sugestão: “Se estamos reescrevendo a história do futebol agora, tenho uma pequena sugestão: Gostaria que a FIFA anulasse o cartão amarelo mostrado a Michael Ballack na semifinal da Copa do Mundo de 2002, aquele que o deixou fora da final. E já que estamos nisso, poderíamos muito bem rejogar a final contra o Brasil”.
A ausência de Michael Ballack, considerado um dos principais jogadores alemães, foi um fator significativo na final de 2002, quando a Alemanha foi derrotada por 2 a 0 pela seleção brasileira. Apesar da derrota, Kahn foi eleito o melhor jogador daquela edição do torneio, realizada na Coreia do Sul e no Japão. Nesta segunda-feira, Donald Trump admitiu publicamente ter conversado por telefone com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir uma “revisão” da expulsão de Balogun, contestando a marcação do árbitro e classificando-a como “suspeita”.
Por sua vez, Gianni Infantino confirmou o contato com Trump, mas fez questão de ressaltar a independência dos órgãos judiciais da entidade. O presidente da FIFA afirmou que “os órgãos judiciais da FIFA atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado”. Paralelamente à controvérsia, informações falsas sobre uma suposta investigação do árbitro Raphael Claus em um esquema de manipulação de resultados no Brasil circularam, sendo posteriormente desmentidas.



