O ator Claudio Cinti, de 60 anos, recebeu alta hospitalar na tarde desta quarta-feira (13), após dois meses de internação em uma unidade no Rio de Janeiro. O artista, conhecido por seus trabalhos no humor e em novelas, foi diagnosticado com pneumonia no final de março. Apesar da liberação médica, Claudio Cinti utilizou suas redes sociais para desabafar sobre a decisão, expressando que, em sua opinião, “não era o momento” para deixar o hospital.
A recente internação ocorre meses após um período desafiador na vida de Claudio Cinti. No final de 2025, o ator foi submetido a um transplante de rim pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um procedimento que ele descreveu como milagroso pela rapidez com que encontrou um órgão compatível. Em dezembro do ano passado, enquanto ainda se recuperava do transplante, Claudio Cinti conversou com a revista Quem, detalhando a necessidade de isolamento por ao menos dois meses para evitar infecções e a impossibilidade de trabalhar e gerar renda durante esse período, o que o levou a fazer um apelo por apoio financeiro. Ele celebrava o sucesso do transplante, o fim da diálise e o bom funcionamento do novo rim.
Mesmo com a alta, Claudio Cinti ainda enfrenta significativas dificuldades de recuperação. O ator relatou que ainda está acamado e necessita de uma cuidadora, pois não consegue andar sozinho, tendo dado apenas os primeiros três passos com auxílio de um andador no dia anterior. Ele indicou que precisará de fisioterapia por um longo tempo. Além das limitações físicas, uma nova preocupação surgiu com a necessidade de medicações caras. Embora o citomegalovírus tenha negativado em seu último exame, o médico prescreveu a continuidade do tratamento por mais três semanas, seja por via intravenosa ou comprimidos. As doses intravenosas, que teriam que ser tomadas na Tijuca, são orçadas em cerca de R$ 5 mil por caixa, e o ator não tem certeza sobre a cobertura do plano de saúde.
Diante do alto custo da medicação intravenosa, Claudio Cinti buscou alternativas. Ele não conseguiu o Ganciclovir, mas encontrou um similar, o Valaciclovir, por um preço mais acessível de aproximadamente R$ 560 por duas caixas para 84 comprimidos. No entanto, enfrentou um obstáculo na farmácia, onde a farmacêutica se recusou a vender o medicamento similar, alegando que a receita médica era para Ganciclovir. A médica responsável, procurada para refazer a receita, negou a alteração, afirmando que “não é a mesma coisa”, mesmo após o ator tentar mostrar a bula do Valaciclovir. Outra insatisfação do artista foi a recusa do hospital em fornecer uma ambulância para transportá-lo para casa, sob o argumento de que ele não estava mais “acamado”, apesar de sua dificuldade de locomoção. Para resolver a questão do transporte, um amigo taxista o ajudou.
Para garantir sua recuperação em casa, Claudio Cinti precisou contratar uma cuidadora, cujo custo é de aproximadamente R$ 250 por dia, e um fisioterapeuta particular que já atendia sua mãe, com sessões três vezes por semana, iniciando no dia seguinte à alta. Esses gastos adicionais somam-se às preocupações com a medicação e à situação financeira que o ator já enfrentava desde o transplante, quando dependia de ajuda financeira para custear seu tratamento e subsistência sem poder trabalhar. A jornada de recuperação do artista, portanto, continua a exigir suporte e adaptação a novos desafios, evidenciando a necessidade de assistência contínua e a complexidade de seu estado de saúde.


