Boulos pede prisão de Ricardo Nunes por frota de ônibus abaixo do exigido pelo TRE-SP

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Créditos/Reprodução Internet

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, anunciou nas redes sociais que solicitará a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, por manter a frota de ônibus abaixo do patamar exigido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP) nas eleições de 25 de outubro de 2026.

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Boulos informou que o pedido será encaminhado ao TRE‑SP e que a medida deverá alcançar também o secretário municipal de Transportes, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. Ele citou como precedente a iniciativa do PT contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que também tratou da operação do transporte coletivo no dia da votação.

Em tweet publicado às 25 de outubro de 2026, o ministro escreveu: “Vamos pedir a prisão de Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Transportes ao TRE/SP. Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo!” – Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos). A publicação foi feita em sua conta oficial no Twitter.

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O TRE‑SP determinou, no sábado, 24 de outubro, que a capital mantivesse 100 % da frota de ônibus em operação no domingo, 25, data da eleição. Contudo, passageiros relataram atrasos em diversas regiões ao longo do dia.

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Segundo o aplicativo Infobus, que monitora a localização dos veículos, às 13h20 apenas 71,7 % dos ônibus municipais estavam circulando. A SPTrans possui 13.790 ônibus vinculados; o sistema indicava 9.892 em circulação, incluindo aqueles parados nos pontos iniciais e finais das linhas, enquanto 3.898 permaneciam nas garagens.

A diferença entre a frota total e o número de veículos nas ruas fundamentou a cobrança feita por Boulos. A Prefeitura de São Paulo afirmou ter comunicado as concessionárias sobre a decisão do TRE‑SP no sábado, porém não especificou o horário da notificação às empresas responsáveis pelas linhas.

O texto da matéria ainda traz críticas severas ao prefeito, descrevendo Ricardo Nunes como “um Mané que virou prefeito de São Paulo por obra do Temer” e comparando sua trajetória à de políticos do Rio de Janeiro que seriam “guindados a postos eleitorais pelas chefias para fazer o serviço sujo no comando do Executivo”. A gestão, segundo o autor, seria “horrorosa”, enquanto a população estaria “anestesiada pelo fascismo”.

O autor conclui que o segundo turno da eleição presidencial reacendeu a indignação, sobretudo entre a juventude paulistana, e que a partir de agora Ricardo Nunes será cada vez mais cobrado, o que seria “uma das boas notícias desse segundo turno”.

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