Bolsonaro simulou falta de ar em transmissões de 2021 e foi denunciado na CPI da pandemia

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Créditos/Reprodução Internet

Durante o período mais crítico da pandemia de Covid‑19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro simulou ao vivo sintomas de sufocamento em transmissões semanais nas redes sociais, em março e maio de 2021, para contestar as recomendações de busca de atendimento hospitalar e as medidas de restrição adotadas por seu então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

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Nas duas ocasiões, o ex‑mandatário fez gestos e emitiu sons que imitavam uma pessoa com grave dificuldade respiratória, argumentando que as diretrizes sanitárias eram excessivas. A postura visava, segundo ele, alertar a população sobre a suposta necessidade de evitar internações hospitalares prematuras.

A repercussão imediata levou os vídeos a serem incorporados ao acervo da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado, a CPI da Pandemia, que investigou a responsabilidade de agentes públicos na gestão da crise sanitária. Simultaneamente, entidades da sociedade civil e associações de profissionais de saúde pública emitiram notas classificando as atitudes como insensíveis diante da emergência nos hospitais e do luto de milhares de famílias.

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Anos depois, durante a campanha eleitoral de 2022, a conduta voltou ao debate público. Em sabatinas e debates televisivos, Bolsonaro negou ter zombado de pacientes ou imitado quem não conseguia respirar. Contudo, veículos de imprensa e agências de checagem de fatos recuperaram os trechos originais das transmissões de 2021, confrontando as negações com o material gravado.

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Os registros permanecem como um dos pontos mais citados na cobertura jornalística sobre a postura da liderança do Executivo no enfrentamento da crise sanitária no país, simbolizando a tensão entre a comunicação política e a gravidade da situação de saúde pública.

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