Expressão sobre policiais ligados à campanha de Flávio Bolsonaro em 2018 volta a repercutir nas redes sociais

3 min de leitura

Publicações recentes nas redes sociais voltaram a dar visibilidade à expressão “Flávio gêmeos PM”, em referência aos policiais militares Alan Rodrigues de Oliveira e Alex Rodrigues de Oliveira. Os irmãos atuaram no apoio à segurança de agendas da campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado, na zona oeste da capital fluminense, durante o pleito de 2018, ano em que acabaram detidos pela Justiça.

- Publicidade -

Os PMs são irmãos de Valdenice de Oliveira Meliga, conhecida como Val Meliga, profissional que exerceu funções na liderança do PSL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e atuou na administração financeira da campanha de Flávio. O histórico de proximidade entre a família e os políticos inclui um registro fotográfico divulgado pelo próprio parlamentar em outubro de 2017, durante a comemoração do aniversário dos policiais, no qual ele e Jair Bolsonaro aparecem ao lado dos gêmeos e de Valdenice com a legenda: “essa família é nota mil!!!”.

A prisão dos irmãos ocorreu no âmbito da Operação Quarto Elemento, cuja segunda fase foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro em 30 de agosto de 2018. As investigações do órgão ministerial miraram um esquema ilícito composto por 48 denunciados — entre policiais civis, militares e informantes — voltado para a identificação de estabelecimentos e pessoas em situação irregular, com a cobrança de valores em dinheiro para evitar prisões ou apreensões.

- Publicidade -

O desdobramento judicial do caso exige ressalvas em relação aos dois investigados. Conforme apuração divulgada pelo UOL, Alex foi absolvido em primeira instância devido à insuficiência de provas, decisão contra a qual o Ministério Público recorreu para pedir sua condenação, enquanto Alan morreu em setembro de 2020. O entendimento jurídico destaca que a prisão cautelar efetuada em 2018 não equivale a uma condenação definitiva dos envolvidos.

- Publicidade -

Na ocasião das prisões, em setembro de 2018, Flávio Bolsonaro negou a existência de qualquer vínculo profissional com os policiais militares. Em declaração publicada pelo Estadão, o então candidato sustentou que os irmãos eram apenas simpatizantes de sua postulação ao Senado e compareciam de maneira ocasional aos compromissos públicos. “Mas os irmãos dela não trabalham comigo”, declarou na época, ao referir-se à ligação com Valdenice.

Em defesa dos familiares, Valdenice de Oliveira Meliga também se manifestou naquele período, afirmando que os irmãos participavam de algumas atividades eleitorais na condição de voluntários, aproveitando os dias de folga na Polícia Militar. A ex-integrante da equipe de campanha reforçou ainda a inocência dos PMs, cuja presença em atos políticos e o posterior desdobramento investigativo continuam a integrar o histórico retomado em debates na internet.

Compartilhar este artigo