O deputado federal André Janones (Avante-MG) informou que um pedido de prisão contra ele foi protocolado no Supremo Tribunal Federal e está sob análise do ministro André Mendonça, e afirmou que cumprirá qualquer decisão que venha a ser proferida.
Em vídeo divulgado, Janones declarou que, caso receba ordem de prisão, afastamento ou qualquer outra determinação do magistrado, “Se chegar qualquer ordem sua aqui para mim, seja de prisão, de afastamento, de intimação, do que for, eu vou pegar essa ordem, André Mendonça. Eu vou pegar essa ordem e eu vou cumprir, ministro”. O parlamentar ainda provocou o ministro ao afirmar que obedecer às decisões judiciais demonstra compromisso democrático.
Segundo o próprio deputado, um grupo de advogados solicitou sua prisão alegando que ele teria ofendido o ministro, embora o vídeo não apresente detalhes sobre o teor da representação, os argumentos dos autores ou eventual decisão de Mendonça. Assim, o pedido mencionado não equivale a uma ordem de prisão já expedida.
Janones ressaltou que sua postura difere da de figuras que, segundo sua avaliação, são defendidas por Mendonça e que atacam colegas ministros, afirmando: “Porque é isso que um verdadeiro democrata faz. Ao contrário daqueles que o senhor defende, que vivem atacando os seus colegas ministros, eu sou um democrata”.
Ele ainda declarou que poderia mobilizar seus milhões de seguidores para protestar contra o magistrado ou tentar virar a população contra o Judiciário, mas que não o faria: “Eu poderia, ministro, agora convocar os meus milhões de seguidores para manifestar contra Vossa Excelência, mas eu não vou fazer isso, não. Eu poderia também tentar jogar o povo contra Vossa Excelência, contra o Judiciário, poderia, poderia, não poderia? Mas eu não vou fazer isso, não, ministro”.
Janones acrescentou que aprendeu com o presidente Lula a necessidade de respeitar sempre o Estado democrático de direito, e que esse princípio continuará guiando suas ações.
O parlamentar reúne mais de 4,3 milhões de pessoas no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado horas após o fechamento das urnas no dia 4, e recentemente foi alvo de críticas de Flávio Bolsonaro. Janones também expôs a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que censurou duas vezes sua iniciativa, mantendo a suspensão por mais dois dias.
A repercussão do caso foi amplificada por um post no Instagram compartilhado por Decio Ricardo.



