Renan Santos alerta risco de acúmulo de poder com Flávio Bolsonaro e descarta voto no segundo turno

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Créditos/Reprodução Internet

Renan Santos, candidato do Missão que ficou em quarto lugar no primeiro turno, afirmou na quarta‑feira que a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) representaria o maior risco de concentração de poder na disputa presidencial de 2026. O empresário descartou, ao mesmo tempo, qualquer apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

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Em entrevista ao programa Alt Tebet, da Uol, o candidato explicou: “Eu acho que, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque, com o Lula, se ganhar a eleição, o Lula não tem poder para passar PEC, para passar nada”. A declaração foi feita enquanto o debate da Band entre Flávio e Lula se aproximava, com data, horário e transmissão divulgados pela emissora.

Renan também deixou claro que não pretende votar no segundo turno. “Eu não vou votar. A última vez, eu pedi voto nulo. Dessa vez, eu tô falando: ‘votem em quem quiserem'”, disse, acrescentando que não pode “pegar o meu partido político” para defender outra causa. O candidato reiterou que seu projeto político segue independente de alianças.

No primeiro turno, Renan Santos recebeu 2.675.887 votos, o que corresponde a 2,24 % do total, garantindo a quarta colocação. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), ele entrou na corrida defendendo uma agenda de direita e tentando construir identidade própria, distinta da de Jair Bolsonaro.

Durante a campanha, a estratégia de Renan foi se diferenciar tanto do PT quanto do bolsonarismo, atacando tanto Flávio Bolsonaro quanto o presidente Lula. Essa postura visava posicionar o Missão como alternativa ao espectro tradicional.

Após a apuração, o candidato negou ter sido procurado por lideranças do PT ou do Centrão para uma aliança de segundo turno. Ele afirmou que evitará esse tipo de contato e concentrará esforços nas “prioridades” do seu partido, como a estruturação do Missão, que conseguiu eleger apenas dois dos 483 nomes lançados na disputa.

Renan ainda recusou apoiar Flávio ou Lula, classificando ambos como “bandidos” e ressaltando que a militância pode fazer o que quiser. A matéria também citou que a OpenAI notificou a Polícia Federal após ameaças de morte a Lula no ChatGPT.

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