A empresária Mila Seidl, de 41 anos, compartilhou detalhes sobre as últimas conversas que o especialista em aviação e influenciador Lito Sousa (1967-2026) manteve com ela e com o filho do casal, Malone, de sete anos. O criador do canal no YouTube “Aviões e Músicas” faleceu no dia 1° de outubro, aos 59 anos, em decorrência de complicações da Doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurodegenerativa rara. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., a viúva revelou que o marido aproveitou o período em que ainda estava cognitivo para abordar o ciclo da vida com a criança e deixar orientações para o futuro do menino.
Para auxiliar a compreensão do filho durante o diálogo sobre a finitude, o criador de conteúdo utilizou como referência uma série sobre guepardos que os dois costumavam assistir juntos. Na ocasião, Lito explicou ao garoto que sua morte física poderia acontecer, mas ressaltou que o amor pelo filho continuaria vivo. Além da conversa, o especialista preparou três vídeos direcionados a momentos específicos da trajetória de Malone, englobando aniversários futuros, conselhos sobre autoestima e religião, e orientações práticas para quando o menino começar a dirigir.
A empresária declarou que enfrenta dificuldades para assistir aos registros, principalmente àqueles gravados durante o período de enfermidade do marido. “Pode ser que um dia, quando eu estiver cicatrizada, eu consiga”, desabafou Mila ao comentar o acervo de conselhos deixado para o desenvolvimento do filho.
Durante o bate-papo, Mila também esclareceu os motivos pelos quais não permitiu que fãs tirassem fotografias durante o velório do especialista. A decisão foi motivada pela busca por preservar a memória afetiva do pequeno Malone. “Quando o Lito faleceu, para mim era um desespero pensar, por conta do meu filho, em ter uma foto do Lito falecido. Eu já tinha conversado com ele sobre a gente fazer o velório dele aberto, mas, ao mesmo tempo que sim, o meu medo era: eu não quero que ninguém tire fotos”, relatou.
A viúva explicou que providenciou um esquema especial para a cerimônia de despedida com a finalidade de evitar que a imagem do marido fosse registrada. “Porque, gente, se a pessoa quer ir para se despedir, tudo bem. Mas não precisa tirar foto […]. A gente fala: ‘Claro que não’, mas as pessoas fazem. Elas querem isso. Tem um desejo mórbido nessas coisas só que isso traz o sofrimento de alguma outra pessoa que fica aqui”, concluiu.

