A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), recebeu alta hospitalar e compareceu às urnas no domingo, 25 de outubro, depois de ter sido atingida no rosto durante um ataque de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) a uma carreata em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A agressão ocorreu na Avenida Deputado Esteves Rodrigues, conhecida como Avenida Sanitária, no centro da cidade, quando o carro de som da mobilização foi cercado por um grupo de homens, alguns vestindo roupas e símbolos associados à campanha de Flávio Bolsonaro, que começaram a lançar pedras, tijolos, garrafas de vidro e outros objetos contra os ocupantes.
Iara foi atingida no rosto, sofreu sangramento, perdeu a consciência e recebeu os primeiros socorros no local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a conduziu à Santa Casa de Montes Claros, onde passou por exames, recebeu medicação e, na noite de sábado (24), foi internada.
Na manhã de domingo, após alta, a vereadora apareceu nas urnas ainda com hematomas e um curativo próximo a um dos olhos, vestindo camiseta de apoio a candidatos petistas e um adesivo da campanha de Lula. Um post compartilhado por Professora Iara Pimentel (@iarapimentel13) no Instagram mostrava a imagem e trazia a afirmação de que votar também é um ato de coragem.
O vereador Daniel Dias (PCdoB), que acompanhava a mobilização, explicou que os ataques surgiram depois de uma tentativa de negociar a passagem do caminhão de som por um trecho ocupado por apoiadores de Flávio Bolsonaro. “Pedimos passagem com diálogo, mas fomos respondidos com covardia e agressões no chão e no caminhão”, declarou.
A vereadora Iara Pimentel, que havia sido hospitalizada na noite de sábado, tornou-se símbolo da resistência dos petistas em Minas Gerais ao participar da votação do segundo turno da eleição presidencial, demonstrando que a presença nas urnas pode ser um gesto de resistência.

