O rei Charles III, a rainha Camilla e o príncipe William realizaram uma rara aparição conjunta nesta quarta-feira (21), no País de Gales, para homenagear as vítimas no 60º aniversário do desastre na mina de Aberfan. A família real iniciou o compromisso com uma visita ao Jardim Memorial de Aberfan, situado onde funcionava a antiga Escola Pantglas, e posteriormente caminhou até o Centro Comunitário de Aberfan & Merthyr Vale para se encontrar com sobreviventes e moradores locais.
A tragédia ocorreu em 21 de outubro de 1966, no último dia de aula antes do recesso de outono, quando um depósito de carvão da mina de Merthyr Vale deslizou morro abaixo e cobriu a estrutura escolar, 20 residências e uma fazenda sob 150 mil toneladas de lama e resíduos. O colapso provocou a morte de 116 crianças — a maioria com idades entre 7 e 10 anos, representando quase metade dos estudantes da instituição — e 28 adultos.
Embora tenham participado juntos das homenagens no local, o príncipe William deslocou-se para o território galês de maneira separada do rei e da rainha. A logística individual atende a uma diretriz não-oficial do protocolo real que desestimula viagens simultâneas entre herdeiros diretos do trono quando os filhos atingem certa idade, uma precaução elaborada para garantir a estabilidade da linha de sucessão na hipótese de um acidente.
Essa norma de segurança foi detalhada em 2023 pelo ex-piloto do rei Charles, Graham Laurie, durante entrevista ao A Right Royal Podcast. O profissional recordou que a restrição passou a ser aplicada rigorosamente assim que o príncipe de Gales atingiu a idade limite. “Nós voávamos com os quatro: o príncipe [Charles], a princesa [Diana], o príncipe William e o príncipe Harry, até o Príncipe William completar 12 anos. Depois disso, ele passou a ter que usar uma aeronave separada, e só podíamos voar com os quatro juntos quando eles eram pequenos, com a permissão por escrito de Sua Majestade”, explicou Laurie, referindo-se à Rainha Elizabeth II.

