Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente a dois pontos de margem antes do segundo turno, aponta pesquisa PoderData

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Créditos/Reprodução Internet

Em 22 de outubro, a pesquisa PoderData/Aya revelou um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial, com 51% dos votos válidos para o candidato do PL e 49% para o petista, dentro da margem de erro de 1,6 ponto percentual.

O levantamento entrevistou 4 mil eleitores entre 19 e 21 de outubro, por ligações a celulares e telefones fixos em 865 municípios das 27 unidades da Federação. O estudo tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07926/2026.

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Comparado à pesquisa anterior, realizada de 16 a 18 de outubro, Flávio recuou um ponto percentual enquanto Lula avançou um ponto, mantendo a diferença de dois pontos dentro da margem de erro. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula 45,16%, resultando em uma diferença de 1,87 ponto percentual nas urnas.

Entre as mulheres, Lula lidera com 55% das intenções de voto contra 41% de Flávio. No Nordeste, o petista detém 64% das preferências, consolidando sua maior vantagem regional. Flávio, por sua vez, aparece à frente no Centro‑Oeste, com 62%, e no Sul, com 60%.

No Sudeste, região que concentra o maior eleitorado do país, o senador registra 52% das intenções de voto, enquanto Lula obtém 43%. A rejeição a Lula chegou a 47%, embora 46% dos entrevistados afirmem que ele seria o único candidato em quem votariam, quatro pontos acima da rodada anterior. Entre os respondentes, 45% declararam que não votariam em Flávio de forma alguma, um ponto a mais que na pesquisa precedente.

Quando questionados sobre quem tem mais chance de vencer, 52% apontaram Flávio e 42% indicaram Lula, enquanto 6% permaneceram indecisos. Esses índices de expectativa são relevantes, pois eleitores dos candidatos eliminados precisarão escolher entre os dois finalistas.

A pesquisa registrou ainda 49% de desaprovação ao trabalho de Lula, 46% de aprovação e 5% sem resposta. Sobre a administração federal, 50% dos entrevistados desaprovam o governo, 46% aprovam e 4% não souberam opinar.

Com a corrida tão equilibrada e as variações marcantes entre regiões e grupos demográficos, a decisão final dependerá do comportamento dos eleitores indecisos e da rejeição ainda elevada a ambos os candidatos.

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