Uma grave lesão muscular sofrida pelo atacante Estêvão, do Chelsea, acende um sinal de alerta na seleção brasileira a menos de dois meses do início da Copa do Mundo. O incidente ocorreu no último sábado, durante a partida entre Chelsea e Manchester United, e representa uma nova preocupação para o técnico Carlo Ancelotti, que já havia lidado com a ausência de Rodrygo por lesão. A situação de Estêvão coloca em risco a participação de mais uma peça fundamental no ataque da equipe nacional, com a convocação para o Mundial prevista para 18 de maio e a estreia do Brasil contra Marrocos agendada para 13 de junho.
A importância de Estêvão para a equipe é notável, visto que ele é o artilheiro do Brasil na era Ancelotti, iniciada no meio do ano passado. O meia-atacante, que completará 19 anos em breve, disputou sete partidas sob o comando do treinador e marcou cinco gols. Sua presença foi constante em todas as convocações do italiano, sendo ausente apenas na última, quando estava em fase de retorno de uma lesão anterior. O contexto de sua recuperação é crucial, já que o tempo é escasso para que ele atinja a condição ideal.
A lesão mais recente, uma ruptura no músculo posterior da coxa direita, levou o jovem jogador a uma decisão importante: ele optou por não realizar cirurgia e buscará um tratamento conservador na esperança de se recuperar a tempo para a Copa do Mundo. Em campo, Estêvão vinha atuando em sua posição preferencial, a ponta direita, com liberdade para flutuar para o centro. Sua versatilidade permitia que Raphinha fosse utilizado de forma mais centralizada ou na ponta esquerda, como observado por Ancelotti no amistoso contra a França no mês passado.
Caso Estêvão não consiga se recuperar, a comissão técnica já avalia alternativas para o setor. Raphinha, por exemplo, poderia ser fixado no lado direito do ataque. Outra opção é Luiz Henrique, jogador do Zenit, que demonstrou bom desempenho nas oportunidades recebidas pela Seleção e foi titular no último jogo contra a Croácia. Além deles, outros nomes buscam espaço, como Endrick, que teve boa atuação contra a Croácia; Igor Thiago, em grande fase no Brentford e brigando pela artilharia do Campeonato Inglês; e Rayan, do Bournemouth, que atua pelo lado direito e já esteve no radar de Ancelotti.
A eventual ausência de Estêvão também pode influenciar a composição geral da lista de convocados. Embora atue em outra posição, Lucas Paquetá pode se beneficiar indiretamente, caso a comissão técnica decida convocar um número maior de meias, optando por oito em vez de nove atacantes. Em relação a Neymar, o cenário de sua convocação se mantém mais atrelado ao seu próprio desempenho e condição física, sendo tratado como improvável no momento e com sua participação no quarto Mundial dependendo de uma melhora significativa em seu rendimento.



