Justiça eleitoral manda remover vídeo de Tarcísio de Freitas como boneco Chucky

3 Min de Leitura
Créditos: Imagem/Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou, na última quarta-feira (1º), a remoção de um vídeo que retrata o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), caracterizado como o boneco Chucky. A decisão liminar foi proferida pela juíza auxiliar Domitila Manssur, que apontou indícios de propaganda eleitoral negativa e uso inadequado de inteligência artificial no material.

- Publicidade -

A medida judicial atende a uma representação apresentada pelo diretório estadual do Republicanos, que acionou o deputado estadual Emídio de Souza (PT), o Diretório Estadual do PT e a Federação Brasil da Esperança (composta por PT, PCdoB e PV). Emídio de Souza é conhecido por coordenar o plano de governo de Fernando Haddad em São Paulo e, segundo o Republicanos, o vídeo teria sido inicialmente publicado em seu perfil no Instagram e, posteriormente, reproduzido pelo partido.

Na representação, o Republicanos descreveu o conteúdo do vídeo como uma “narrativa de terror político”. A peça audiovisual inicia com uma cena em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é retratado entregando ao estado de São Paulo um “presente”: o governador Tarcísio de Freitas, representado pelo corpo do boneco Chucky. Em seguida, imagens do governador fundidas ao personagem são exibidas em contextos negativos, associadas a temas como a Sabesp, violência, feminicídio e a uma São Paulo em chamas.

Ao conceder a liminar, a juíza Domitila Manssur argumentou que o material em questão extrapola os limites aceitáveis da crítica política. Para a magistrada, a associação de Tarcísio de Freitas “à violência, ao feminicídio, à destruição e à criminalidade” não se limita ao debate sobre políticas públicas e pode configurar propaganda eleitoral negativa. Além disso, a decisão destacou fortes indícios de que o vídeo utiliza conteúdo sintético gerado ou manipulado por inteligência artificial sem a identificação clara exigida por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbe tais recursos quando visam prejudicar ou favorecer candidaturas, mesmo na pré-campanha.

A pré-campanha de Tarcísio de Freitas manifestou-se favoravelmente à decisão, reiterando a importância de que o debate eleitoral se paute por “ideias, propostas e comparação de trajetórias”, em vez de peças ofensivas ou ataques pessoais. Este caso abre uma nova frente de disputa jurídica na pré-campanha paulista, refletindo um cenário de crescente confronto político entre o governador Tarcísio de Freitas e o campo político alinhado a Fernando Haddad.

- Publicidade -
Compartilhe este artigo