Justiça bloqueia repasse de R$ 105 mil da pensão de Bruninho Samudio

3 min de leitura

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio da transferência de R$ 105 mil que seriam destinados ao pagamento da pensão alimentícia atrasada do goleiro Bruno Fernandes para seu filho, Bruninho Samudio.

- Publicidade -

O montante é referente a uma indenização obtida por Bruno em 2024 após vencer um processo contra uma editora pelo uso indevido de sua imagem na capa de um livro. Após o depósito judicial do valor pela editora, o ex-goleiro assinou uma escritura pública transferindo integralmente os direitos do crédito para a empresa PBL Compras de Créditos Judiciais.

Disputa judicial pelo valor

A operação gerou impasse porque a cessão dos direitos foi realizada quando o ex-atleta já acumulava débitos de pensão alimentícia com o filho. Em 2025, a 31ª Vara Cível do Rio de Janeiro havia determinado que os R$ 105 mil fossem repassados para a 4ª Vara de Família do Méier, responsável pela ação movida por Bruninho, mantendo apenas o desconto dos honorários do advogado de Bruno. Na ocasião, o entendimento foi de que a dívida de pensão alimentícia era prioridade.

A PBL Compras de Créditos Judiciais recorreu da decisão sustentando que adquiriu o crédito de boa-fé antes do bloqueio, efetuado em 5 de setembro de 2025, e argumentou que a dívida pessoal de Bruno não deveria incidir sobre um valor que já não pertence a ele.

Decisão do TJRJ

Na quinta-feira, 13 de agosto, a Justiça analisou a solicitação da empresa e interrompeu o repasse para o filho do ex-jogador. O desembargador Luiz Eduardo Cavalcanti, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), argumentou que a liberação dos recursos antes da análise final do colegiado poderia causar dano grave e de difícil reparação para a empresa recorrente.

- Publicidade -

Com isso, os R$ 105 mil permanecem retidos pela 14ª Câmara de Direito Privado do TJRJ até o julgamento definitivo sobre a validade da cessão de crédito. Os honorários advocatícios do defensor de Bruno no processo foram preservados e não sofreram impacto com a decisão.

- Publicidade -

Bruninho tinha quatro meses quando sua mãe, Eliza Samudio, foi morta. O jovem nunca teve contato com o pai, que foi condenado a 22 anos de prisão. Bruno cumpriu nove anos em regime fechado, passou para o semiaberto em 2019 e obteve liberdade condicional em 2023. Em maio deste ano, retornou ao regime fechado por descumprimento de regras do regime aberto.

Compartilhar este artigo