Jovem investigado pela morte do cão Orelha se pronuncia publicamente

3 Min de Leitura
Créditos: Imagem/Divulgação

Cinco meses após a intensa repercussão internacional da morte do cão Orelha, o jovem Igor Zampieri, que era investigado no caso, decidiu quebrar o silêncio. A manifestação ocorreu recentemente, com Igor, que completou 18 anos, utilizando um perfil nas redes sociais para se pronunciar publicamente pela primeira vez. O caso que gerou a investigação ocorreu em janeiro deste ano, na Praia Brava, localizada em Florianópolis, Santa Catarina.

- Publicidade -

O episódio do cão Orelha ganhou notoriedade internacional, colocando Igor Zampieri como um dos jovens citados na apuração policial. Durante esse período, as investigações tramitaram sob sigilo judicial, uma determinação das autoridades que, segundo o jovem, justificou seu prolongado silêncio. A repercussão nas redes sociais e na mídia gerou grande pressão sobre os envolvidos.

No vídeo publicado em seu novo perfil, Igor Zampieri negou categoricamente qualquer participação no ocorrido, afirmando que sua inocência já foi reconhecida pelas instâncias competentes. Ele explicou que o período de recolhimento e a ausência de manifestações públicas não representaram uma tentativa de ocultar informações, mas sim o cumprimento estrito da determinação legal de sigilo das apurações policiais.

Durante seu desabafo, o jovem detalhou o severo impacto que o caso teve em sua vida pessoal e rotina, mencionando ter sido alvo de intensos ataques virtuais e um forte linchamento digital. Igor lamentou profundamente ter sido precocemente condenado pela opinião pública, baseada em boatos e informações não confirmadas disseminadas pela internet, classificando o julgamento injusto por algo que “jamais faria” como a pior parte de toda a experiência. “Até aqui, eu e minha família ficamos em silêncio. Muitas pessoas viram esse silêncio como forma de culpa, porém só estávamos respeitando o processo, que foi mantido em sigilo por determinação das autoridades. Eu fiquei quieto até que tudo fosse concluído”, declarou Igor, reiterando que, após quase meio ano de associação a essa polêmica, sentiu ser o momento de apresentar sua versão dos fatos.

A declaração de Igor Zampieri encontra respaldo no desfecho jurídico do caso. Em maio, a Justiça de Santa Catarina arquivou oficialmente o Caso Cão Orelha, após o Ministério Público concluir que o animal não foi vítima de agressões. A investigação técnica detalhada apontou que a causa do óbito foi uma infecção óssea crônica, conhecida como osteomielite, descartando de forma definitiva qualquer envolvimento de adolescentes na morte do animal.

- Publicidade -
Compartilhe este artigo