Jornal argentino detalha operação de fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos

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O senador Flávio Bolsonaro recorreu a uma complexa operação para deixar o Brasil por via terrestre e embarcar rumo aos Estados Unidos a partir da Argentina, após o resultado da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia envolveu o deslocamento de cerca de 1,6 mil quilômetros de estrada até a fronteira, a utilização de veículos para despistar a vigilância e a contratação de aeronaves reservas na região.

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Inicialmente, a família planejava voar diretamente de Brasília até a tríplice fronteira em um jato fretado. Contudo, o proprietário do avião desistiu do contrato diante da repercussão sobre restrições judiciais que impediam a saída do parlamentar do país. Diante do imprevisto, o grupo optou pelo trajeto rodoviário até Foz do Iguaçu, adotando táticas de distração com seis automóveis deixando a residência oficial em Brasília de forma sequencial.

O percurso terrestre culminou em Puerto Iguazú, no lado argentino da fronteira, de onde foi organizado o embarque internacional. Na noite de terça-feira, dia 27, uma van branca com vidros escurecidos chamou a atenção de equipes de imprensa ao chegar ao aeroporto local. O voo do jato Gulfstream IV, de matrícula LV-JQW, partiu logo em seguida com destino a Miami, sugerindo a presença da família naquele veículo.

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Apurações da imprensa argentina indicam, porém, que o parlamentar e seus parentes haviam ingressado no terminal cerca de uma hora antes por um acesso reservado. Eles embarcaram diretamente na aeronave e aguardaram aproximadamente 40 minutos pela autorização de decolagem. A chegada posterior da van serviu exclusivamente para desorientar quem acompanhava a movimentação no local.

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O esquema de logística incluiu a contratação de três a quatro jatos para garantir rotas alternativas, com posições estratégicas distribuídas inclusive pelo Paraguai. A coordenação dos preparativos contou com o envolvimento de agentes norte-americanos no aeroporto argentino, enquanto funcionários locais de imigração e segurança foram afastados de etapas do processo. Além disso, o assessor argentino Santiago Caputo foi enviado confidencialmente à província de Misiones por Javier Milei para assegurar as condições do embarque.

O voo rumo aos Estados Unidos realizou uma escala técnica no Equador antes de desembarcar em Miami na quarta-feira, dia 28. Posteriormente, no sábado, dia 31, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou qualquer auxílio governamental para a saída de Flávio Bolsonaro do território brasileiro, afirmando que a gestão não facilitou o deslocamento, embora Donald Trump tenha autorizado a entrada do senador no país.

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