Jogo do tigrinho opera clandestinamente no Brasil desde 2022 após falhas regulatórias

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Créditos/Reprodução Internet

O jogo do tigrinho, modalidade de apostas online, passou a operar de forma clandestina no Brasil por volta de 2022, depois de uma sucessão de omissões e acordos políticos que atravessaram os governos de Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. A falta de ação coordenada criou um ambiente propício para que operadores estrangeiros instalassem suas plataformas sem controle estatal.

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A origem desse cenário remonta ao final do mandato de Temer, quando, em dezembro de 2018, foi sancionada a Lei nº 13.756. A norma legalizou as apostas esportivas de quota fixa e estabeleceu um prazo para que o governo regulamentasse o setor, sinalizando a intenção de criar um marco regulatório específico.

Entretanto, a gestão de Jair Bolsonaro adotou a estratégia da omissão: o prazo estabelecido expirou sem que nenhuma norma fosse publicada. Ao deixar o mercado livre, o governo permitiu que sites estrangeiros de apostas e cassinos online operassem no país sem fiscalização, tributação ou regras claras, facilitando a entrada massiva do tigrinho em 2022.

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Segundo analistas, a responsabilidade por essa situação não recai sobre um único agente, mas sobre um sistema inteiro que, ao longo de três gestões, falhou em transformar a lei em política efetiva. O resultado foi a consolidação de um mercado ilegal que continua a crescer sem supervisão.

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