Um influenciador conhecido como Vidoca passou a ser alvo de críticas nas redes sociais ao divulgar imagens do velório da atriz e cantora Lua Blanco e ao anunciar a cobrança de R$ 15 para quem quisesse entrar em seu grupo privado no WhatsApp. A artista, falecida aos 39 anos após enfrentar um câncer, teve a despedida restrita pela família a amigos e parentes próximos, o que intensificou a reação do público.
Vidoca, que costuma publicar fotos de funerais e enterros de personalidades, exibiu bastidores do Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro, e informou que o acesso ao seu grupo seria pago. Ele ainda anunciou que seguiria para São Paulo para produzir conteúdo no velório e no enterro de Benito de Paula, outro artista em luto.
Ao responder às críticas, o influenciador alegou que a cobrança ajudaria a custear seu trabalho, afirmando: “Se fosse para ficar rico eu estaria jogando tigrinho agora”. Em tom de desdém, orientou quem discordasse a simplesmente “passar reto”.
Usuários do X classificaram a atitude como inconveniente e a acusaram de explorar a dor alheia. A revolta ganhou força porque o velório de Lua Blanco foi fechado, e os familiares haviam pedido reserva naquele momento.
A cerimônia contou com a presença de amigos, parentes e colegas de “Rebelde Brasil”, entre eles Arthur Aguiar, Mel Fronckowiak, Micael Borges, Chay Suede e Sophia Abrahão, reforçando o caráter íntimo do evento.
“Eu estava no carro, atravessando Lisboa depois do aeroporto, e precisei reler a história para ter certeza de que não era algum delírio de internet”, escreveu um observador, ressaltando a falta de humanidade percebida. “Eu olhava os prédios passando pela janela e pensava que luto não é série com conteúdo extra, meu amor”.
Segundo o mesmo relato, “Não existe ‘bastidor’ quando uma família está se despedindo de alguém”. Há, segundo o autor, “um limite muito claro entre registrar uma história pública e transformar a dor de desconhecidos em produto”.
Quando o carro parou diante do hotel, o texto registra que “eu só consegui pensar que respeito também deveria ser uma regra básica de convivência, inclusive na internet”. A mensagem final alerta que “nem todo acontecimento precisa virar conteúdo, e muito menos cobrança”, concluindo que “há dores que não cabem em grupo pago nenhum”.



