Valentina, a filha caçula de Deolane Bezerra, foi internada em observação após a Justiça negar um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora, que se encontra presa há cinco meses. A informação foi confirmada por Dayanne Bezerra, irmã de Deolane, que divulgou uma foto da menina, de 10 anos, em uma cama de hospital. “Meu Deus, que pesadelo, viu. Como é possível uma criança ter que passar por tudo isso! Até quando, Deus?”, escreveu Dayanne, que ainda acrescentou: “Quem está me perguntando, ela está internada, mas só em observação, se Deus quiser e Ele quer, amanhã vamos para casa”. A publicação foi feita na noite de quarta‑feira (21).
A internação ganhou repercussão pública depois que Martinha Girassol, amiga e funcionária da família, compartilhou um vídeo em que chorava e denunciava a situação: “Negaram, negaram para a Deolane. Vão deixar ela presa. A Valentina teve uma crise de pânico. Uma criança de 10 anos, com tudo o que está passando, com a mãe presa, está no hospital com crise. Quebrou a casa toda. Pelo amor de Deus, o que querem fazer?”.
Deolane tem sido defendida por sua outra irmã, Daniele Bezerra, advogada, que também se manifestou nas redes sociais. Daniele esclareceu que a mãe havia relatado uma ameaça de morte acompanhada de manifestações de intolerância religiosa, ocorrida no dia 30 de setembro. “Sim, é verdade que minha irmã e cliente, Deolane Bezerra, me relatou ter sofrido uma ameaça de morte, acompanhada de manifestações de intolerância religiosa. Esclareço, porém, que os fatos não ocorreram hoje, mas no dia 30 de setembro . No dia 01/10, procurei a delegacia e registrei um boletim de ocorrência. Também encaminhei e‑mail à direção da unidade prisional, a equipe jurídica peticionou ao juiz corregedor e a Comissão de Prerrogativas da OAB/SP foi devidamente informada”, informou a advogada.
No dia 16/10, Daniele compareceu novamente à delegacia para prestar depoimento. “Fiz tudo o que estava ao meu alcance, como irmã e advogada, para proteger sua vida, sua integridade física e sua dignidade. Agora, aguardo a devida apuração dos fatos e a adoção das providências cabíveis”, declarou. Em seguida, ressaltou a luta pela concessão de prisão domiciliar à irmã: “Nesta semana, recebi com alegria a notícia de que um advogado custodiado no CDP de Guarulhos teve reconhecido seu direito à Sala de Estado‑Maior e, diante da inexistência de local adequado, foi‑lhe concedida prisão domiciliar. E é justamente diante disso que me faço uma pergunta: qual é a régua utilizada para que Deolane não tenha reconhecido o mesmo direito? Por que, para ela, tudo parece ser mais difícil? Por que seus pedidos são reiteradamente negados? Por que precisa suportar os efeitos de uma prisão cautelar que, diante de sua duração, nos faz questionar se não está assumindo contornos de antecipação de pena?”.
Em tom de desabafo, Daniele ainda apontou que “Deolane nunca havia sequer havia respondido a uma denúncia criminal antes de toda essa situação. São mais de 150 dias presa, com o processo suspenso, por que a defesa precisa a todo momento implorar por acesso às provas. Não vou me calar diante daquilo que considero uma injustiça. Antes de qualquer coisa, sou irmã. Mas também sou advogada e continuarei lutando, dentro da lei, para que seus direitos sejam respeitados”.
Deolane foi detida no dia 21 de maio, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, sob acusação de suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa vinculada ao Primeiro Comando da Capital. Até o presente momento, todos os pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa foram rejeitados, mantendo a influenciadora sob regime de prisão preventiva.

