Muitas pessoas utilizam buchas e esponjas durante o banho, buscando uma sensação de limpeza profunda e facilidade no espumamento. Contudo, especialistas na área da dermatologia vêm questionando a necessidade e a recomendação desse hábito. A discussão sobre a melhor forma de higienizar a pele tem ganhado destaque, com profissionais apresentando novas perspectivas sobre a rotina de cuidados diários.
A popularidade de buchas e esponjas se deve, em grande parte, à sua capacidade de intensificar a formação de espuma e à textura esfoliante, que muitas vezes é associada a uma limpeza mais eficaz. No entanto, em entrevistas, dermatologistas apontaram que o uso desses acessórios pode não ser tão benéfico quanto se imagina. Eles sugerem que a percepção de uma ‘limpeza profunda’ pode não corresponder à realidade dos cuidados ideais para a saúde da pele.
De acordo com declarações concedidas ao jornal HuffPost, a preferência da maioria dos dermatologistas, em termos gerais, é pela lavagem do rosto e corpo com as mãos. A dermatologista Lauren Taglia expressou que ‘acredito que a maioria dos dermatologistas preferiria lavar o rosto com as mãos em vez de, digamos, usar uma esponja ou bucha vegetal, como uma recomendação geral’. Seguindo a mesma linha, a professora assistente na Universidade de Medicina de South Carolina, Katue Lynam, também recomenda o uso das mãos, embora ressalte que não existe uma única maneira ‘certa’ ou ‘errada’ de se lavar.
O uso das mãos para a higienização do corpo é considerado mais adequado por garantir a pressão ideal durante o processo, seja com sabonete em barra ou líquido. Além disso, as mãos oferecem um ambiente menos propício à proliferação de bactérias e outras infecções, em comparação com buchas. Estas, por exemplo, são raramente higienizadas de forma isolada e adequada, tornando-se locais ideais para o desenvolvimento de microrganismos. Para indivíduos com pele propensa a acne ou cistos, o uso de buchas pode inclusive agravar a condição. Já em casos de pele sensível, a recomendação enfática é sempre pelas mãos, pois facilita a proteção da barreira cutânea.
A especialista Katue Lynam esclarece que as esponjas podem ter seu espaço em determinados momentos, especialmente para sujeiras mais incrustadas como a terra, mas nunca como uma opção de limpeza diária. Lauren Taglia complementa que as esponjas atuam como um ‘esfoliante médio’, útil para remover células mortas da pele. No entanto, assim como as buchas, seu uso frequente não é ideal devido ao risco de perturbar a barreira natural da pele, promovendo uma esfoliação excessiva e comprometendo a camada córnea, essencial para proteção. Portanto, embora o uso de esponjas e buchas não seja proibido, a recomendação predominante dos especialistas é priorizar o uso das próprias mãos para a limpeza diária, garantindo a proteção e a integridade da pele.



