Eduardo Bolsonaro se irrita em entrevista ao ser questionado sobre Vorcaro

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Reprodução/Instagram

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se irritou nesta terça-feira (1º) durante entrevista ao vivo no UOL News ao ser questionado pelo apresentador Diego Sarza sobre os novos repasses de Daniel Vorcaro relacionados ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Durante o programa, ao ver mencionada a destinação de valores à família Bolsonaro, o ex-deputado interrompeu a fala do jornalista cobrando retratação imediata e exigindo provas de transferências diretas para suas contas pessoais.

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Na ocasião, Eduardo afirmou que o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) conversou com o banqueiro para atrair recursos para a produção cinematográfica, mas negou categoricamente qualquer repasse direto. O apresentador pontuou que não o estava acusando de crime ou de ter recebido o dinheiro pessoalmente, sugerindo que o entrevistado estaria nervoso. Eduardo respondeu estar “super tranquilo” e declarou não possuir dinheiro de Vorcaro em seu bolso, contrato com o empresário ou contato com o Banco Master.

Apesar de não haver comprovação pública de que os recursos entraram diretamente na conta bancária de Eduardo ou de Flávio Bolsonaro, os repasses conhecidos percorreram outra estrutura financeira. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelado pela revista piauí, Vorcaro transferiu US$ 1,66 milhão em setembro de 2025 ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos utilizado no projeto. O aporte elevou o montante total conhecido enviado pelo banqueiro para US$ 12,3 milhões, equivalente a mais de R$ 60 milhões.

A transferência de 16 de setembro de 2025 ocorreu quatro meses após a data indicada por Flávio Bolsonaro como o último pagamento feito por Vorcaro, e oito dias depois de o senador cobrar parcelas em atraso. Flávio tem declarado que os detalhes financeiros devem ser esclarecidos pela produtora do longa-metragem.

Em julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a instaurar inquérito sobre as transações vinculadas ao projeto. A investigação apura se todo o montante remetido aos Estados Unidos foi empregado na obra cinematográfica ou se parte financiou despesas de Eduardo no exterior e ações de aliados junto ao governo de Donald Trump. Embora não haja conclusão da PF sobre irregularidades, documentos publicados pelo Intercept Brasil mostram que Eduardo figura como produtor executivo no contrato do filme, com atribuições e poder decisório sobre a gestão financeira. O fundo Havengate é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado.

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