Casa Branca barra CNN, MS NOW e Politico após ordem de Donald Trump

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Foto: Andrea Hank/Reuters

A Casa Branca começou a executar, neste sábado (19), a determinação de Donald Trump que proíbe jornalistas da CNN, MS NOW e Politico de entrarem na sede do governo dos Estados Unidos. Segundo a agência Reuters, profissionais das três empresas de comunicação foram barrados e tiveram suas credenciais de imprensa desativadas ou recolhidas.

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A medida foi anunciada por Trump na sexta-feira (18) por meio da rede social Truth Social. Sem citar qualquer reportagem específica que justificasse a punição, o presidente classificou os três veículos como produtores de “fake news”, “ficção” e “mentiras”, acrescentando que outras organizações também podem ser incluídas posteriormente.

Casos específicos já foram registrados na entrada da sede governamental. A repórter Betsy Klein, da CNN, relatou ter sido impedida de entrar e ter tido o crachá confiscado, realizando a cobertura a partir da calçada. Na MS NOW, a correspondente Akayla Gardner afirmou que seu acesso foi desativado e a credencial recolhida por um agente. O Politico também confirmou que uma de suas jornalistas foi impedida de ingressar no local. Os três veículos afetados declararam que continuarão cobrindo o governo e que avaliam adotar medidas judiciais.

Em reação, a Associação de Correspondentes da Casa Branca apontou que o próprio Trump descreveu a ação como um “banimento da imprensa livre”. Em nota oficial, a entidade destacou que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos protege a liberdade de imprensa, independentemente da aprovação presidencial sobre a cobertura realizada, e afirmou que os profissionais estão sendo punidos por cumprirem seu trabalho.

A decisão atual amplia a ofensiva contra veículos que fazem cobertura crítica à administração, sem que Trump tenha apresentado provas de que CNN, MS NOW ou Politico tenham publicado informações falsas de forma deliberada.

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O ato reflete episódios anteriores da relação de Trump com a imprensa. Em 2018, durante seu primeiro mandato, a Justiça federal determinou a devolução do passe do correspondente da CNN Jim Acosta após a suspensão efetuada pela Casa Branca. Mais recentemente, em 2025, o governo entrou em disputa judicial com a agência Associated Press devido a restrições de participação do veículo em eventos presidenciais.

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