Anvisa aprova versão oral do Wegovy e especialista detalha impactos da perda de peso na saúde vascular

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Créditos/Reprodução Internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (4), a versão oral do Wegovy, medicamento à base de semaglutida voltado ao tratamento da obesidade e do sobrepeso em condições específicas. O aval da autoridade sanitária amplia o leque de alternativas terapêuticas no país e reacende uma discussão científica relevante sobre como a diminuição do peso corporativo interfere diretamente na saúde das artérias.

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Segundo o cirurgião vascular Dr. Caio Focássio, a resposta para a melhora vascular por meio do emagrecimento é positiva, em especial quando a diminuição de peso ocorre em pessoas com obesidade e surge associada à redução de fatores de risco cardiovascular. O médico explica que a gordura corporal em excesso, com destaque para a localizada na região abdominal, atua para desencadear um estado de inflamação crônica de baixo grau, além de provocar alterações metabólicas e elevação da pressão arterial.

O especialista reforça a complexidade funcional das estruturas vasculares e aponta os danos causados pelo excesso de peso. “As artérias não são apenas tubos que transportam sangue. Elas possuem uma camada interna chamada endotélio, responsável por regular funções importantes, como a dilatação dos vasos e o equilíbrio da circulação. A obesidade pode prejudicar esse funcionamento, favorecendo processos inflamatórios e alterações que aumentam o risco de doenças cardiovasculares”, detalha Dr. Caio Focássio.

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A diminuição do peso corporal proporciona benefícios biológicos profundos que vão além das transformações estéticas perceptíveis. Entre os principais ganhos destacados estão o aumento da sensibilidade à insulina, o controle e redução da pressão arterial e a queda nos marcadores inflamatórios ligados ao acúmulo de gordura. Esse conjunto de transformações favorece o trabalho do endotélio e atenua fatores propícios ao desenvolvimento da aterosclerose, condição caracterizada pela formação de placas lipídicas nas paredes arteriais.

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Embora os parâmetros circulatórios e metabólicos apresentem evolução diante da perda de peso sustentada, o cirurgião alerta para as limitações desse processo no combate às doenças do coração. “Quando uma pessoa com obesidade perde peso de forma sustentada, não estamos falando apenas de uma mudança estética. Podemos observar melhora de parâmetros metabólicos e circulatórios que influenciam diretamente a saúde vascular. É importante lembrar, porém, que emagrecer não significa eliminar placas de gordura já existentes nas artérias ou zerar o risco cardiovascular”, finaliza o especialista.

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