Aline Barros e marido são alvos de ação de R$ 398,5 mil por suposta fraude patrimonial

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A cantora Aline Barros e seu marido, Gilmar Santos, tornaram-se alvos de uma ação judicial no valor de R$ 398,5 mil movida pela empresa Fanplay Technology Produções e Eventos. A credora sustenta que o casal participou de uma estrutura voltada à ocultação de patrimônio para dificultar a cobrança de uma dívida do Grupo Gênesis, produtora na qual ambos figuravam como sócios.

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A origem da controvérsia remonta ao ano de 2019, quando a Fanplay e o Grupo Gênesis estabeleceram uma parceria para a realização de eventos. A credora afirma ter efetuado o adiantamento de R$ 120 mil para a primeira produção e relata que a quantia não foi restituída após um desempenho financeiro abaixo da expectativa e o posterior cancelamento de um segundo projeto.

O Grupo Gênesis contestou a cobrança sob o argumento de que a quantia repassada integrava uma parceria comercial, afastando a tese de empréstimo. O Poder Judiciário, contudo, determinou a devolução de R$ 125 mil, montante acrescido de juros, correção monetária e custas processuais, decisão que se tornou definitiva, embora a dívida tenha permanecido em aberto.

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Segundo a Fanplay, a produtora encerrou suas atividades oficialmente em maio de 2025, enquanto o débito ainda era cobrado na Justiça. A credora levanta suspeitas de que receitas e operações ligadas à carreira da artista teriam sido transferidas de forma irregular para outras empresas.

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Diante disso, a autora do processo pede que Aline Barros, Gilmar Santos e os demais citados respondam de forma direta pela dívida. A cobrança baseia-se em alegações de confusão patrimonial, sucessão empresarial irregular e transferência de ativos.

No âmbito do processo, um desembargador observou que a Fanplay argumenta haver “robusta prova documental de fraude patrimonial, desvio de ativos e utilização de pessoas físicas e jurídicas interpostas para ocultação do patrimônio”. Apesar das alegações, a Justiça indeferiu os pedidos de bloqueio cautelar de contas bancárias e créditos artísticos em duas oportunidades, alegando a inexistência de elementos suficientes para restringir patrimônio de terceiros antes do exame do mérito.

A assessoria de Aline Barros nega categoricamente a existência de qualquer fraude e informa que o litígio decorre de divergências contratuais referentes a um evento virtual promovido durante a pandemia. Em nota oficial, a defesa declarou que a cantora e o marido atuam estritamente dentro da lei, mantêm participação regular no processo e cumprirão a decisão final do Poder Judiciário, frisando que até o momento não existe decisão definitiva que reconheça fraude ou imponha a responsabilidade pessoal à artista.

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