Criador da “saidinha” tem neto ligado a Flávio Bolsonaro

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Créditos/Reprodução Internet

A “saidinha”, benefício que permite a saída temporária de detentos, volta ao centro do debate sobre segurança pública e política no Brasil. Criada em 1984 pela Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), a medida foi sancionada pelo então presidente militar General João Baptista Figueiredo com o objetivo de oferecer um mecanismo de progressão de pena e promover a ressocialização de presos em regime semiaberto.

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O General João Figueiredo faleceu no final de 1999 e não tem participação nas discussões atuais. Entretanto, seu neto, Paulo Figueiredo Filho, empresário e influenciador político, emergiu como figura de destaque na ala conservadora, mantendo estreita aliança com a família Bolsonaro. Paulo Figueiredo participa de agendas internacionais e colabora nos bastidores da equipe política do senador Flávio Bolsonaro, reforçando a articulação entre setores empresariais e o governo.

A presença de Paulo Figueiredo Filho no círculo bolsonarista cria uma aparente contradição histórica. Enquanto congressistas e lideranças da direita, inclusive o próprio senador Flávio Bolsonaro, defendem o fim das saídas temporárias de presos, um dos principais aliados da equipe é justamente o descendente do militar que promulgou a lei que instituiu o benefício. Essa tensão evidencia como questões de segurança e legado legislativo se entrelaçam nas disputas políticas contemporâneas.

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