O artista italiano Salvatore Garau voltou a causar controvérsia e viralizou nas redes sociais após a venda de uma escultura invisível por um valor impressionante. A obra, batizada de “Io Sono” (Eu Sou), foi arrematada em leilão por cerca de 15 mil euros, o equivalente a aproximadamente R$ 87 mil na cotação atual.
A peça, que não possui qualquer forma física ou material, existe apenas na concepção do artista e, segundo ele, é feita de “ar e espírito”. Garau defende que a obra não representa o vazio absoluto, mas sim um “vácuo” cheio de energia, citando até mesmo o Princípio da Incerteza de Heisenberg para justificar sua criação.
O comprador que adquiriu a obra levou para casa um certificado de autenticidade assinado por Salvatore Garau e a indicação de que a peça deve ser instalada em um espaço livre de obstáculos, com dimensões variadas (aproximadamente 200×200 cm). O leilão ocorreu originalmente em 2021, mas a história de Garau e suas obras imateriais — ele já instalou outras “esculturas invisíveis” simbolicamente em locais como Nova York e Milão — ganhou novo fôlego ao ser resgatada por páginas de grande alcance nas redes sociais.
A polêmica reacende o debate no mundo da arte sobre o que pode ser considerado uma obra e o papel da arte conceitual no mercado contemporâneo.



