Após ser citado em debate, Javier Milei reage e ataca Lula em publicação nas redes sociais

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O presidente da Argentina, Javier Milei, direcionou ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (19), em reação à sua citação durante o debate promovido pela TV Band entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ocorrido na noite de domingo (18). Em publicação divulgada em seu perfil no Instagram, o chefe de Estado argentino compartilhou uma charge na qual aparece ao lado do parlamentar brasileiro, enquanto o mandatário do Brasil é retratado em meio a escombros, acompanhado de outras lideranças da América Latina.

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Na ilustração divulgada por Milei, o personagem referente a Lula aponta para a figura do senador e diz a frase “amigo do Milei!”. Trajando ternos e sorrindo, o líder argentino e Flávio Bolsonaro são representados diante das bandeiras de seus respectivos países, enquanto no lado onde o petista é desenhado, uma placa com a inscrição “meus amigos” indica os demais personagens latino-americanos.

Junto ao desenho, o presidente da Argentina veiculou uma mensagem direcionada aos seus opositores. “Choram os esquerdistas… A noite está chegando para eles… VLLC!”, declarou o mandatário, empregando em tradução livre do espanhol a sigla que encerra o seu conhecido bordão “Viva la libertad, carajo”.

O embate digital ocorreu após o debate em que Lula cobrou de Flávio Bolsonaro um posicionamento claro sobre a política econômica promovida por Milei. Na ocasião, o presidente brasileiro questionou se o adversário pretendia pegar emprestada a motosserra do argentino, objeto que se tornou o símbolo da política de cortes drásticos nos gastos públicos adotada no país vizinho, tema sobre o qual o senador do PL não respondeu diretamente se pretende replicar no Brasil.

A condução econômica argentina, contudo, já havia sido apontada como referência direta pela equipe do pré-candidato brasileiro. Em setembro, a coordenadora da área econômica de Flávio, Daniella Marques, classificou Milei como “um ótimo exemplo” e ressaltou que a campanha havia mapeado mais de mil normas para revogação, tendo como inspiração as medidas desregulamentadoras adotadas pelo governo da Argentina.

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