Estudante de Jornalismo é agredido em ato político na UFRN acompanhado por parlamentar

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Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Um estudante do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi agredido fisicamente nesta segunda-feira (19) durante um ato político de apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL) realizado no Setor IV do campus central, em Natal. O tumulto reuniu grupos antagônicos e contou com a participação do deputado federal General Girão (PL-RN), da vereadora Camila Araújo (PL) e do presidente estadual do Partido Novo, Renato Cunha Lima.

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De acordo com relatos do professor Daniel Menezes, do Departamento de Ciências Sociais da instituição, o jovem de Jornalismo continuou a ser espancado mesmo após ter caído no chão. Em gravações divulgadas pelo docente, o rapaz ferido exibia sangramento na boca e nas mãos, além de ter sofrido a fratura de um dente e a quebra de seus óculos durante a confusão. O professor relatou ainda que manifestantes contrários aos estudantes proferiram ameaças de morte no local, gritando que a vítima iria tomar uma bala.

A mobilização, intitulada “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, teve início por volta das 16h e utilizou um carro de som posicionado a menos de 100 metros dos blocos de aulas, com reprodução de músicas em volume elevado e exibição de faixas contrárias ao governo. O barulho excessivo e a interferência no ambiente universitário forçaram professores a cancelar aulas programadas para o período. Durante os confrontos entre os manifestantes favoráveis e contrários ao ato, a estrutura de um dos portões do Setor IV foi pressionada e acabou danificada.

Registros publicados pelo professor Daniel Menezes indicam que o deputado General Girão e o dirigente do Partido Novo acessaram as dependências da universidade acompanhados de seguranças armados para a realização da atividade eleitoral. Ao defender a realização do evento no espaço acadêmico, o parlamentar declarou que o ambiente pertence tanto à direita quanto à esquerda e que nenhum grupo pode se apossar do local.

A ausência de agentes de segurança universitária no início da movimentação foi apontada por testemunhas que acompanhavam o desenrolar do evento desde a tarde. Apenas após a escalada da tensão e do confronto físico entre os grupos, viaturas da Polícia Militar e da Polícia Federal compareceram ao campus por volta das 17h48 para conter o tumulto. Por volta das 18h, as partes envolvidas já se encontravam afastadas sob a vigilância das forças policiais, da segurança institucional e de fiscais eleitorais.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) informou que enviou uma equipe de fiscalização ao campus da UFRN após o recebimento de denúncias por meio do aplicativo Pardal. As notificações indicavam a possível ocorrência de propaganda eleitoral irregular durante o expediente acadêmico, o que motivou a apuração no local pelas autoridades competentes.

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